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Cresce a conflitualidade nas escolas por causa da avaliação

Cresce a conflitualidade nas escolas por causa da avaliação  

A acção pedagógica dos educadores e professores portugueses não pode ser tolhida por burocracias ou actividades que nada têm a ver com o acto de ensinar. O processo canhestro de avaliação está a gerar uma onda de mal-estar sem precedentes 

O Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) denuncia o clima de conflitualidade vivido nas escolas, decorrente da implementação do novo modelo de avaliação de desempenho.

O excesso de burocracia e a existência de quotas a que concorrem, em muitos casos avaliadores e avaliados, tem contribuído para o adensar de um clima de concorrência que se traduz, em muitos casos, em situações de clara crispação nas relações interpessoais e profissionais.

Desde o início deste processo que o SPZC chamou à atenção para esta situação e para as consequências que o mesmo poderia originar.

O SPZC lamenta que o Ministério da Educação (ME) não revele suficiente sensibilidade para perceber que o que mais interessa na escola é o sucesso dos alunos e não um qualquer processo de avaliação que, em nada contribuindo para a melhoria do processo educativo, apenas alimenta a concorrência entre docentes e não favorece a existência de um clima de cooperação, essencial para a obtenção de resultados positivos.

O SPZC apela pois ao ME para que reflicta sobre a decisão da implementação deste modelo de avaliação e acolha as propostas que em devido tempo lhe foram por nós apresentadas.

Uma educação de qualidade só é possível com Educadores e Professores motivados e empenhados no que de mais essencial é a sua função na Escola – ENSINAR!

Governo corta no pagamento das horas extraordinárias

Governo corta no pagamento das horas extraordinárias
É mais uma acção inqualificável de ataque e de desrespeito pelos trabalhadores da Administração Pública. Para os responsáveis políticos vale tudo. O que importa é continuar a sanha economicista junto dos mais fracos

O Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) considera um verdadeiro despautério a atitude do Governo relativa à alteração da fórmula de cálculo das horas extraordinárias.
Incapaz de controlar a sua despesa, depois de ter diminuído os salários dos Professores e de todos os trabalhadores da Administração Pública e de congelar as suas progressões, o Governo lança-se mais uma vez sobre todos os funcionários públicos, para lhes retirar mais cerca de 30% no valor da hora extraordinária.
Esta sofreguidão do Governo por dinheiro revela à saciedade o mais completo desrespeito por Educadores e Professores que no dia-a-dia dão o melhor de si ao país, contribuindo para o seu desenvolvimento e para a formação, quer das gerações presentes quer futuras.
O SPZC não pode deixar de verberar esta atitude inqualificável do Governo, no que aos Docentes diz respeito, em clara violação do estatuído no Estatuto da Carreira Docente.
O SPZC não pode deixar de questionar o valor dos actos legislativos que são postergados a bel-prazer pelo Governo, nomeadamente no que aos direitos dos Docentes diz respeito, sem qualquer consideração, quer pela legislação em vigor, quer pelos seus profissionais, num verdadeiro reino do “quero, posso e mando”.
Consciente de que vivemos em Democracia, que não pode ser de faz de conta, o SPZC não poderá deixar de denunciar estes actos atentatórios das mais elementares regras democráticas e chamar à atenção dos responsáveis do Governo que, sejam quais forem os fundamentos, não vale tudo.

Concursos 2011

Na reunião que hoje ocorreu entre a FNE e o ME, foi determinado um elenco de matérias a agendar para um conjunto de reuniões que deverão iniciar-se o mais rapidamente possível.

Entre essas matérias, integram-se os concursos de docentes de 2011, a definição de regras para a organização do tempo de trabalho docente, a apreciação do regime de avaliação, a determinação de orientações para as condições de progressão dos docentes em comissão de serviço no ensino português no estrangeiro.

Esta reunião tinha como objectivo a definição das quotas para os diferentes grupos de docentes em avaliação, mas a FNE levou para a mesa de negociação outras questões a carecerem de solução, umas a mais breve prazo, outras com mais algum tempo, mas todas com carácter de urgência.

Em relação às propostas do ME que motivaram a reunião, a FNE sublinhou de novo a sua oposição a que o processo de avaliação de desempenho integre a definição de quotas para atribuição dos níveis mais elevados de classificação. Trata-se de uma norma injusta e que distorce os critérios de avaliação, para além de constituir um factor desnecessário de perturbação da vida interna das escolas, contribuindo de forma significativa para que as relações interpessoais se degradem. Este é, aliás, um dos factores que marca negativamente a operacionalização do modelo.

Entretanto, e tendo em linha de conta a necessidade de iniciar o processo de negociação do regime de concursos de docentes de 2011, a FNE apresentará propostas concretas já na próxima semana, na sequência do que será marcada reunião para a respectiva análise.

Em relação à concretização da avaliação de desempenho, a FNE vai apresentar sugestões para aplicação ainda este ano.

Nesta reunião a FNE reivindicou que as condições de trabalho dos docentes e a sua organização tenham novos enquadramentos que façam com que o seu tempo de trabalho seja dedicado essencialmente à sua actividade principal, que é a da relação com os alunos, em acção educativa e formativa. Sobre estas questões, haverá proximamente encontros de trabalho.

A FNE tudo fará para que a abertura destes processos negociais permita que se debatam e encontrem soluções de valorização e dignificação dos docentes portugueses, para além de se contribuir para a diminuição de factores promotores de desemprego e instabilidade.

 

Porto, 25 de Fevereiro de 2011

O Departamento de Informação e Imagem