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DREC não substitui professores na situação de ausência prolongada
DREC não substitui professores na situação de ausência prolongada
Há alunos que estão a ser discriminados por terem professores em “part-time”. A imposição administrativa, que contraria o ECD, coloca em causa a qualidade de ensino e de aprendizagem e a estabilidade dos estabelecimentos de Ensino
O Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) considera inqualificável a atitude do Ministério da Educação (ME), através dos seus serviços regionais, em particular da Direcção regional de Educação do Centro (DREC), relativamente ao preenchimento de ausências temporárias de docentes para o exercício de funções lectivas.
Na verdade, a coberto de uma política economicista de gestão de recursos, muitos docentes que se encontravam nas escolas em funções de apoio ou com dispensa da componente lectiva estão a ser deslocados para a substituição de colegas que estão temporariamente incapacitados para o exercício de funções. Quando não há professores nessas condições (funções de apoio ou com dispensa da componente lectiva), os alunos são distribuídos por outras salas ou entregues a docentes com outros cargos. E quando não é possível accionar nenhuma das modalidades anteriores, chega-se ao limite de se proceder ao pagamento de horas extraordinárias.
Ora, com esta resposta cega e irracional, o ME desembolsa mais dinheiro ao erário do que se contratasse docentes para colmatar a ausência prolongada dos titulares dessas turmas.
Esta gestão de recursos feita a trouxe-mouxe e desrespeitando o que se encontra no Estatuto da Carreira Docente (ECD), não é da responsabilidade dos órgãos directivos das escolas, mas é uma imposição das Direcções Regionais (DRE).
O ponto 5 do art.º 82.º do ECD considera a este propósito que as ausências de longa duração (que exigem colocação de um docente) são as que são superiores a 5 dias lectivos para a Educação Pré-escolar e o 1.º ciclo do Ensino Básico e as que ultrapassam os 10 dias lectivos para o 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico e no Ensino Secundário. Ao fazer tábua rasa desta disposição legal, o ME retira aos alunos a possibilidade de terem um professor em exclusividade para a leccionação da disciplina à sua turma, com os inerentes reflexos para a sua aprendizagem. Põe, inclusive, em causa o normal funcionamento das escolas
Esta atitude do ME revela que, para este Governo, a educação é um encargo financeiro que a todo o custo deve ser diminuído, não importando a qualidade da mesma, nem os efeitos que as medidas de contenção financeira possam ter na formação dos alunos.
O SPZC não pode pactuar com esta actuação porquanto tal atitude, para além de atentar contra a qualidade de um ensino público que se apregoa de exigência, é geradora de situações de injustiça e de violação do princípio da igualdade, constitucionalmente consagrado, e põe em causa o futuro dos alunos que se vêem envolvidos nessas medidas
O SPZC reitera a necessidade de se propiciarem a todos os alunos iguais condições de acesso ao conhecimento e a uma educação de qualidade que não são compagináveis com acções economicistas potenciadoras de maiores desigualdades.
Para o SPZC é urgente que as vagas temporárias sejam colocadas em concurso na Bolsa de Recrutamento e ocupadas por docentes que possam dedicar-se em exclusividade à leccionação das turmas que lhe são distribuídas e não que essas turmas sejam objecto de tratamento discriminatório, por efeito de nomeação de educadores e professores em regime de “part-time”.
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Estado não pode desresponsabilizar-se do apoio aos alunos do Particular
Estado não pode desresponsabilizar-se do apoio aos alunos do Particular
O SPZC está ao lado de todos os docentes que trabalham no Ensino Particular e Cooperativo e continuará a dar o apoio necessário para a estabilidade dos seus postos de trabalho e o cumprimento dos seus direitos
Na sequência das críticas que já haviam sido feitas ao desinvestimento no Ensino que se prevêem para o próximo ano e considerando que não se percepcionam respostas aos efectivos problemas que afectam o Ensino Particular e Cooperativo, o Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) manifesta a sua total incompreensão pela anunciada intenção do Governo em suspender todos os contratos com as instituições deste subsistema. O SPZC tem acompanhado de forma directa, caso a caso, a situação dos docentes do Ensino Particular e Cooperativo e considera inexplicável que, já depois do início do ano lectivo, o Governo, apenas com o objectivo de poupar dinheiro a todo o transe, sem critério justos e equilibrados, se apreste para aprovar legislação que acaba com os apoios aos alunos que frequentam estas escolas. O SPZC não pode deixar de verberar esta atitude, tanto mais que ela traduz uma desconsideração não só pelo serviço prestado ao longo de muitas décadas pelas instituições de ensino privado, como demonstra um total desprezo pelos profissionais docentes que têm vindo a contribuir para a formação de muitas gerações de portugueses em locais onde o Estado entendia não ser viável a implementação do ensino público. Ciente de que o princípio da liberdade de aprender e ensinar, consignado no artigo 43.º da Constituição da República Portuguesa (CRP), só é possível se o Estado oferecer a todos os cidadãos igualdade de acesso ao ensino, o SPZC não deixará de dar voz a todos os que com esta medida vejam os seus direitos postergados. E afirma desde já a sua total disponibilidade para estar ao lado de todos os docentes que exercem funções no ensino privado, comprometendo-se, quer em termos sindicais, quer em termos de apoio jurídico, na defesa de dos direitos de todos os que possam vir a ser afectados por força da implementação das medidas ora anunciadas.
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Fortíssima adesão à greve geral 24 de Novembro de 2010
Fortíssima adesão à greve geral 24 de Novembro de 2010
Perante os dados em recolha, o SPZC/FNE congratula-se com a forte adesão à greve geral pelos trabalhadores portugueses, e em especial pelos trabalhadores da educação.
Num momento particularmente difícil da vida nacional, esta fortíssima adesão à greve geral é a expressão do enorme descontentamento que os trabalhadores portugueses estão a sentir, protestando contra as actuais políticas governativas erráticas que o Governo procura implementar, sem que consiga, por conseguinte, garantir os níveis salariais justos, e zelando em particular, pela qualidade da educação em Portugal.
Esta greve geral já é histórica, pela enorme dimensão que já está a alcançar.
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