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Governo foi o único responsável pela adesão dos trabalhadores à greve
Governo é o único responsável pela adesão dos trabalhadores à greve
A elevada adesão foi um sinal claro ao Governo
A FESAP – Frente Sindical da Administração Pública, afecta à UGT, congratula‐se pela elevada adesão e solidariedade demonstradas e que tornaram esta Greve Geral um sinal indubitável para que o Governo repense as políticas que têm sido adoptadas e a forma como se têm esquivado à negociação com os sindicatos.
Com efeito, ao longo do dia, facilmente se pôde comprovar que todos os sectores da Administração Pública foram afectados pela resposta massiva dada pelos trabalhadores, com números de adesão globais a situarem‐se entre os 75% e os 80%, com destaque para as elevadíssimas adesões verificadas nos serviços terminais da Educação, da Saúde, das Autarquias, da Segurança Social e das Finanças.
Os congelamentos salariais, as alterações ao regime de aposentação, as quotas e a má aplicação ou mesmo a não aplicação do SIADAP, a manutenção de um regime absurdo de mobilidade especial e a realização de um processo negocial sem negociação no que diz respeito às matérias de incidência pecuniária são os motivos que estão na base do descontentamento dos trabalhadores e que os levaram a adoptar a Greve como forma de luta.
Para os trabalhadores da Administração Pública e para os cidadãos a FESAP envia, respectivamente saudações e agradecimentos. Aos primeiros pela forma como aderiram à Greve e demonstraram ao Governo a sua força e a força dos seus argumentos e os segundos e aos segundos pela compreensão e solidariedade demonstradas por uma luta que, afinal de contas, é de todos e para todos.


O SPZCentro contesta o desrespeito grave e constante do Governo para com os docentes e demais funcionários da Administração Pública.
O Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZCentro) aderiu à convocação da greve decretada pela FESAP (UGT) para 4 de Março.
Fê-lo, ciente da gravidade que tal decisão acarreta, não só das consequências para os alunos, como também das perdas salariais que a falta provocada pela greve irá provocar aos trabalhadores.
O SPZCentro não pode contudo pactuar com a atitude de desrespeito grave para com a dignidade dos docentes e demais trabalhadores da Administração Pública (AP) que este Governo tem vindo a prosseguir e que se tem traduzido na redução do poder de compra dos professores sem que se veja qualquer alteração da situação económica e financeira do país.
Na verdade, a coberto da necessidade de reduzir o défice, têm vindo os educadores, professores e restantes trabalhadores da AP a sofrer, ano após ano, ao longo da última década, uma diminuição dos seus salários reais.
Em contrapartida, assiste-se a um aumento da despesa do Estado e a uma manutenção da situação financeira que, sendo preocupante, em nada pode ser imputada aos professores, quer aos outros trabalhadores da AP, mas sim a um desgoverno que tem responsáveis que deveriam ser responsabilizados e penalizados.
O SPZCentro reitera a sua profunda preocupação face à intenção manifestada pelo Governo de congelamento dos salários, nomeadamente dos docentes, uma vez que com esta atitude, e face às discrepâncias salariais que grassam no sector público, os professores e educadores se sentem cada vez menos motivados para uma tarefa que não pode ser encarada como “um trabalho”, mas antes como “uma forma de vida” em que cada docente se dá cada dia aos seus alunos na procura da sua construção e formação como cidadão capaz de contribuir para o futuro deste país.
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SPZCentro solidariza-se com o povo madeirense
Nesta hora de dor e de sofrimento do povo madeirense, o SPZCentro manifesta a sua inteira solidariedade com a Região.
O SPZCentro manifesta o seu sentido pesar ao Povo da Madeira, em especial às famílias atingidas pelas perdas e pelo desaparecimento de familiares.
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Administração Pública em greve dia 4
Governo desconsidera Trabalhadores da Administração Pública
A reunião da FNE/FESAP com o Governo do dia 17 de Fevereiro, para a segunda etapa do processo de negociação geral anual para a administração pública, constituiu um novo fracasso negocial.
Na agenda do encontro estava a discussão das alterações ao Estatuto da Aposentação e as matérias de incidência pecuniária (salários, subsídios e suplementos remuneratórios), tendo o Executivo reiterado a sua intransigência em alterar as suas posições em ambas.
As alterações ao Estatuto da Aposentação representam uma clara denúncia unilateral do Acordo celebrado sobre esta matéria entre a FNE/FESAP e o Governo, violando os princípios da boa-fé negocial e da segurança jurídica, e resultam em prejuízo efectivo para os trabalhadores que pretendam aposentar-se até 2014 (período convencionado entre as partes como de transição para a convergência com o Regime Geral da Segurança Social).
Além disso, o Secretário de Estado fez questão de frisar que não alterará os valores avançados para as actualizações salariais e restantes matérias pecuniárias (subsídios e suplementos remuneratórios), conduzindo assim o processo negocial para um impasse que dispensa a apresentação de qualquer contra-proposta sindical.
Esta foi a posição transmitida pela FNE/FESAP ao Governo, não deixando porém de exortar o Secretário de Estado à apresentação de contra-propostas que demonstrem boa-fé negocial e que possam levar os sindicatos a reequacionarem as suas propostas iniciais.
No entanto, e independentemente do que o Governo possa vir a apresentar em reuniões futuras e tendo a FNE/FESAP a firme convicção de que é na mesa das negociações que as propostas devem ser apresentadas, apreciadas e discutidas, a FESAP iniciará a partir de 18 de Fevereiro, uma série de reuniões com os grupos parlamentares, tendo em vista a análise da situação política, económica e social vivida actualmente na Administração Pública portuguesa, bem como a perspectivação de medidas que possam vir a integrar o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC 2010-2013) e o Orçamento do Estado para 2010.
PRÉ-AVISO DE GREVE

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