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SPZCentro detecta erros grosseiros na colocação de professores
SPZCentro detecta erros grosseiros na colocação de professores
ME revela absoluta incapacidade para aplicar a legislação que publica.
Com a actuação reveladora de objectivos exclusivamente economicistas e um absoluto desinteresse pela continuidade pedagógica dos docentes nas escolas, estas dezenas de milhares de professores foram relegados para as necessidades transitórias e, consequentemente, para situações de instabilidade e precariedade na sua vida profissional.
Também no que concerne aos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP), o SPZCentro/FNE denuncia a violação da regulamentação concursal, uma vez que o ME não observou as regras estipuladas para a colocação de docentes, na medida em que as vagas existentes passaram para última etapa na colocação de professores - oferta de escola - antes de esgotadas todas as anteriores fases de colocação.
Finalmente ME não fez um adequado levantamento de necessidades para os quadros de agrupamento dos grupos de educação especial, impedindo assim a entrada de professores no sistema, por transição de grupo, estando a recorrer posteriormente à contratação de docentes, muitos deles sem habilitação específica.
O SPZCentro/FNE denuncia ainda a sua preocupação com os mecanismos constantes no D.L. n.º 51/2009 no que concerne ao controlo das colocações através da Bolsa de Recrutamento, uma vez que não está prevista na lei a divulgação de quaisquer listas de colocação. Com esta actuação o ME mantém uma atitude de desrespeito absoluto pelas mais elementares regras de transparência bem como pelas normas legislativas por si produzidas e pela estabilidade pessoal e profissional dos docentes.
O SPZCentro conclui que as injustiças verificadas nas colocações de Professores vieram demonstrar que tinha razão nas críticas que fez ao actual modelo de concurso, e na sua recusa em chegar a um acordo com o ME aquando da fase da negociação.
Coimbra, 9 de Setembro de 2009
A Direcção do SPZCentro
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Um arrependimento irónico
UM ARREPENDIMENTO IRÓNICO
Para José Ricardo é, no mínimo, surrealista, ouvir as declarações da Ministra da Educação e
do Primeiro Ministro já que admitir que existiram problemas de comunicação entre o Governo e os professores é não querer admitir que, o que realmente houve, foi falta de tudo menos de comunicação.
Na opinião do Presidente do SPZCentro, a forma e o conteúdo da comunicação promovida pelo Ministério da Educação e pelo Governo foi de tal ordem, que se tornou numa brutal campanha de propaganda tóxica contra os professores e sua dignidade profissional com o propósito de convencer a opinião pública de que os professores eram os culpados das insuficiências educativas no País.
José Ricardo afirma que "só uma cegueira política e estratégica para impor o que foi imposto na
educação e aos professores, sem qualquer negociação digna desse nome, pode justificar as atitudes tomadas ao longo de quatro anos". Mais declara que "não quero acreditar que haja coragem ao fim de quatro anos reconhecer tamanho e grosseio erro para com os professores. Aliás estas
declarações enfermam de um novo erro político e estratégico que só poderá ser acolhido por uma sociedade completamente desinformada".
José Ricardo classifica este arrependimento do Primeiro Ministro e da Ministra da Educação relativo aos erros cometidos com os professores, de irónico e surrealista.
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Novo ano escolar com olhar sobre as legislativas
Novo ano escolar com olhar sobre as legislativas
À entrada deste novo ano escolar as atenções da comunidade educativa e dos professores em particular estão voltadas para as eleições legislativas. Sobretudo, os professores terão uma olhar redobrado nestas eleições e poderão mesmo ser decisivos nos resultados eleitorais das eleições legislativas.
A sociedade sabe e os partidos políticos reconhecem o sentimento de revolta que os professores acumularam durante estes quatro anos de governação socialista.
Os professores portugueses viveram momentos difíceis, marcado pela ofensiva à sua identidade e dignidade profissional.
O clima que se vive na maioria das escolas é de desilusão, de desencanto, de injustiça profissional. Os mais jovens interrogam-se sobre as escolhas que fizeram no momento em que se decidiram pela profissão docente. Os mais experientes questionam-se sobre o sentido da sua entrega de anos e anos, com percursos de vida profissional sinuosos com condições de trabalho pouco dignas de um país que se afirma desenvolvido, chagado com um sistema de colocações como se de errantes peregrinos se tratassem e que, pela nobreza e relevância social da missão que lhes fora conferida, deveria ter sido indiscutivelmente gratificante.
As políticas de reforma quer no plano dos currículos, quer no plano organizacional, quer nas condições de trabalho dos alunos e docentes nas escolas sofrem constantes alterações e parece não se conhecer o verdadeiro rumo.
Os políticos têm que perceber de uma vez por todas que a escola é um bem que não pode sujeitar-se continuamente a argumentos de facção e muito menos de olhares censuráveis e investidas de prepotência. As consequências do que se faz e do modo como se faz em matéria de políticas educativas tem um efeito multiplicador de imprevisível repercussão. As atitudes tomadas em desrespeito pela escola e pelos seus agentes vitima os seus próprios autores, e as feridas resultantes são difíceis de sarar.
Os professores têm hoje, razões profissionais e emocionais de fundo para assumirem com grande determinação as escolhas políticas para a próxima governação. E, serão, sobretudo opções cuja expressão revelará um sentimento de revolta em consequência de um orgulho profissional ferido. Ferido pelo desrespeito com que foram mimados, pelo desgaste da sua imagem social, e pela total desestruturação conceptual da profissão e do seu futuro.
No próximo ano escolar a harmonia do funcionamento das escolas e a pacificação do estado de alma dos professores dependerá, sobretudo se for expectável e concretizada uma mudança sobre as questões que marcaram a indignação dos professores nestes últimos quatro anos. Os professores continuarão a exigir que lhes seja devolvido o seu verdadeiro papel funcional e a dignificação do seu estatuto profissional.
José Ricardo
Presidente do SPZCentro
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