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SPZCentro congratula os professores pela coragem e persistência

Na sequência das duas últimas manifestações nacionais de professores, a 8 de Março e 8 de Novembro do ano passado, reuniram-se em Lisboa no dia 30 de Maio dezenas de milhares de professores.

Foi uma grande manifestação de descontentamento face às graves distorções e injustiças que existem hoje na carreira dos professores; os docentes continuam mobilizados na luta pela revisão do Estatuto da Carreira Docente e do modelo de avaliação de desempenho.

O SPZCentro, no seio da FNE, continua a exigir uma revisão efectiva do Estatuto da Carreira Docente e a suspensão e substituição do actual modelo de avaliação de desempenho.

manif 30 maio 2009

Para o SPZCentro, a capacidade de luta dos professores e educadores portuguesas ficou patente em mais uma grande manifestação contra as políticas gravosas do Ministério da Educação.

O SPZCentro/FNE acredita na força dos docentes portugueses, e é por essa mesma razão que no dia 30 de Maio, em Lisboa, subscreveu o abaixo-assinado da Plataforma que reúne as onze organizações sindicais, exigindo que o Ministério da Educação abdique definitivamente da intenção iníqua de dividir a carreira docente em categorias hierarquizadas, que abdique da imposição de vagas no acesso a professor titular e que abdique das quotas para atribuição de 'muito bom' e 'excelente' na avaliação de desempenho. Estes são os três pontos fundamentais pelos quais o SPZCentro/FNE se bate e pelos quais espera que haja ainda uma negociação efectiva, antes de uma eventual publicação de um diploma que possa regulamentar questões tão gravosas para o ensino no
nosso país o que, a acontecer, demonstra uma teimosia sem limites e que atenta mais uma vez a carreira docente.

 

O SPZCentro/FNE irá sempre privilegiar a negociação, esperando vir a encontrar um parceiro disponível para processos negociais sérios, verdadeiros, rigorosos e efectivos. É essa a forma de estar no sindicalismo da parte desta Federação, o que não quer dizer que não esteja preparada a qualquer momento para acções de rua, greves e todos e quaisquer mecanismos legais que possam parar as injustiças e ilegalidades que a Tutela tenha cometido e possa cometer.
Aliás, a FNE deposita ainda grandes expectativas nas decisões dos Tribunais aos quais foram entregues providências cautelares relacionadas com a avaliação de desempenho docente.

 

O SPZCentro, no seio da FNE,não desiste de lutar para que o Ministério da Educação valorize e
reconheça os professores e educadores portugueses, seja em que circunstância for. Merecem-no o sistema de ensino e merece-o a sociedade portuguesa. E porque o SPZCentro/FNE não desiste, vai continuar a sua luta com a entrega de um roteiro para a legislatura aos partidos políticos, com as reuniões com todos aqueles que estão envolvidos na Educação, directa ou indirectamente, vincando as suas propostas há muito entregues à Tutela e diversas entidades com responsabilidade
política e representantes da sociedade civil.

 

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MOÇÃO:  FUTURO CONSTRÓI-SE COM OS PROFESSORES!
Para quem olhe de forma desapaixonada e objectiva para o estado da Educação após esta legislatura de maioria absoluta, inevitável é concluir que a Escola se degradou, as aprendizagens foram menosprezadas e a profissão docente foi violentamente agredida.
Degradou-se a Escola porque nela se instalou o profundo desânimo e a revolta de quem se sentiu ferido na sua dignidade por um ministério mais interessado na propaganda e no populismo bacoco, intencionalmente dirigido ao aplauso fácil do senso comum, culpando, arbitrariamente, os professores e educadores das dificuldades, fraquezas e insucessos que o sistema educativo obviamente apresenta. Ficarão para a história da indecência e do embuste social, as mentiras propaladas aos sete ventos sobre as faltas dos docentes e os seus supostos privilégios e ficará sempre a doer no coração dos professores a cobarde afirmação de MLR de que quando uma criança abandona a escola é porque já foi abandonada pelos seus professores.
Degradou-se a Escola quando uma visão mesquinhamente administrativista conduziu a um número absurdo de intermináveis reuniões acrescidas, a períodos de permanência inútil na escola para mero cumprimento de horário, retirando o tempo, a disposição e a alegria indispensáveis ao exercício pleno da profissão docente no que ela tem de mais essencial – a prática pedagógica.
Degradou-se a Escola ao ser imposto mais trabalho burocrático e não serem criadas melhores condições de trabalho.
Degradou-se a escola baixando a qualidade e a exigência das aprendizagens, na procura de mentiras estatísticas que procuram iludir a realidade.
Degradou-se a Escola com um estatuto do aluno rapidamente entendido como um convite à ausência às aulas e um incentivo à indisciplina.
Aos professores e educadores portugueses foi imposto um conceito distorcido e nefasto da sua profissão: lá onde se impunha - e a tradição consagrara – a solidariedade e o trabalho colectivo e cooperante impôs o ME uma divisão absurda entre professores e professores titulares e tentou aplicar um modelo de avaliação de desempenho assente na concorrência e no mais extremo individualismo, castrador do efectivo reconhecimento do mérito.
Mas é necessário que aqui se diga, de forma clara, sonora e pública, aquilo que todos nós sabemos e que o ME finge ignorar: este ano não houve qualquer processo minimamente sério de avaliação de desempenho dos docentes! O que se passou - e está a passar - é uma completa fraude com consequências imprevisíveis para o futuro se a dignidade e o bom senso não conseguirem pôr, de imediato, termo a este logro.
Alega o governo e, em particular, o Ministério da Educação que era necessário proceder a reformas inadiáveis. É evidente que há que proceder a reformas para a melhoria do nosso sistema educativo, ninguém melhor do que os professores o sabe. Mas é preciso não saber nada de Educação para admitir que seja possível qualquer reforma útil e persistente criando uma imagem socialmente negativa da classe docente, agredindo-a com uma violência nunca vista em regime democrático, destruindo a sua confiança, menorizando a sua dedicação e competência. No campo da Educação, o Governo fez da maioria absoluta de que dispôs nestes 4 anos uma arma de arremesso contra a Escola Pública e contra os professores; transformou a maioria absoluta na ditadura da incompetência, da arrogância e da intimidação.
Os professores e os educadores, porque amam a escola e a sua profissão não desistiram. Nem vão desistir! Exigem, ainda, do Ministério da Educação uma atitude séria no que respeita às negociações calendarizadas para o mês de Junho em torno das alterações a introduzir no ECD, na definição de regras para os horários do próximo ano lectivo e da substituição deste modelo de avaliação de desempenho, por um outro que seja justo, coerente, e pedagogicamente útil.
E não deixarão, pelas formas democraticamente previstas, de alertar os candidatos a deputados e, portanto, à constituição do próximo governo para a urgência de uma mudança radical na política educativa, que, com os professores e educadores, se lance na gigantesca tarefa da (re)construção de uma Escola Pública de Qualidade para Todos – porque essa Escola é uma “pedra de toque” de uma sociedade mais justa.
O futuro constrói-se com os professores e não contra os professores. O futuro somos nós, os que não desistimos, os que exigimos respeito, os que apostamos na dignidade da nossa profissão, na qualidade da Escola Pública e num futuro de sucesso para todas as crianças e jovens.

Lisboa 30 de Maio de 2009
A Manifestação Nacional de Professores e Educadores

A ENVIAR PARA:
Presidente da República; Presidente da Assembleia da República; Primeiro-Ministro; Ministra da Educação; Grupos Parlamentares; Direcções dos Partidos Políticos.

 

Em 30 de Maio os Professores voltam a protestar

30 de Maio, Manifestação Nacional em Lisboa
Manifestação Nacional dos Professores e Educadores Portugueses de protesto e rejeição da política educativa do actual Governo, de exigência de revisão efectiva do ECD, de suspensão e substituição do actual modelo de avaliação do desempenho e de manifestação, junto dos partidos políticos, da necessidade de assumirem compromissos claros no sentido de, na próxima Legislatura, ser profundamente alterado o rumo da política educativa e revistos quadros legais que impõem medidas muito negativas e gravosas, como é o caso do Estatuto da Carreira Docente, entre outros.

Números da greve reflectem o profundo descontentamento dos professores

Números da greve reflectem o profundo descontentamento dos professores
Os professores defendem outra política educativa que dignifique e valorize os docentes e a escola pública

A título de exemplo, destaca-se a Escola EB23 Dr.ª Alice Gouveia que registou um nível de adesão de 100%.

Na Área Pedagógica da Covilhã registaram-se valores médios globais de 26%.

Outras áreas:

Coimbra

EB2.3 Alice Gouveia – 100%

Sec Jaime Cortesão, Coimbra – 80%

EB 2.3 Pedrulha, Coimbra, 88%

Sec D. Maria, Coimbra- 31,4%

EB 2.3 Vila Nova de Poiares – 80%

EB 2.3 São Silvestre – 40%

EB 2.3 Inês de Castro – 61%

Agrupamento Silva Gaio – 7% 

 

Viseu

Sec Vouzela – 72%

Sec Carregal do Sal – 46,7%

EB 2.3 Canas de Senhorim – 79%S

ec Viriato, Viseu – 63,3%

Sec Emídio Navarro, Viseu – 60%

Sec Sé, Lamego – 85,4%E

B 2.3 Santa Comba Dão – 82%

Agrupamento de Silgueiros – 76%E

B 2.3 Nelas – 43% 

 

Aveiro

EB 2.3 Mealhada – 83%

EB 2.3 Pampilhosa do Botão – 82% 

 

Guarda

Sec Sabugal – 67%

Agrupamento de Almeida – 38,2%

Agrupamento de Manteigas – 80,7% 

 

Castelo Branco

EB 2.3 Tortosendo – 51,4%

EB 2.3 Ribeiro Sanches, Penamacor – 88,9%

Sec Amato Lusitano, Castelo Branco – 50%

Agrupamento João Franco – 25% LeiriaEB 2.3 Pataias – 72%

EB 2.3 S. Martinho do Porto – 43%


Os professores demonstraram uma vez mais e antes da manifestação nacional que terá lugar em Lisboa, neste próximo sábado, dia 30 de Maio, que defendem outra política educativa que dignifique e valorize os docentes e a escola pública.

Está a terminar mais um ano lectivo em que os professores e os educadores portugueses persistiram na rejeição de políticas educativas que têm vindo a pôr em causa a necessária valorização da profissão e dos profissionais docentes, como elemento imprescin-dível de uma escola de qualidade para todos.

Ao longo deste ano lectivo, e como aconteceu nos mais recentes, os professores e educadores têm reclamado outra política e, nesse sentido, têm promovido grandes acções de luta sem deixarem de, em cada circunstância, apresentarem propostas concretas que visam dar resposta aos principais problemas da Educação, das Escolas e dos Docentes.

Ao longo deste processo, o Ministério da Educação (ME) não aproveitou as propostas sindicais, tendo mesmo inviabilizado a procura de consensos, preferindo impor as suas soluções, nas mais diversas matérias, designadamente no âmbito do Estatuto da Carreira Docente (ECD).

Assim, no momento em que se aproxima o final de mais um ano lectivo, coincidindo com o período final da Legislatura, os professores e educadores consideram necessário promover formas de luta pelas quais manifestam:

  • o seu mais veemente desacordo face às actuais políticas educativas; o seu mais forte repúdio pelo com-portamento do ME, particularmente no que respeita à negociação;
  • a sua exigência de profunda revisão do ECD, nomeadamente através da eliminação da divisão da carreira, da substituição do modelo de avaliação e das suas quotas, da revogação da prova de ingresso, entre outros aspectos que têm sido colocados pelos Sindicatos dos Professores;
  • a necessidade de, para o futuro, serem tomadas medidas que se enquadrem numa política diferente e que resulte de um amplo consenso entre toda a comunidade, na qual os professores assumem um papel de destaque. 

    
Coimbra, 26 de Maio de 2009
Departamento de Comunicação e Imagem do SPZCentro

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Comunicado da Plataforma Sindical de Professores

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