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FNE regista disponibilidade da Tutela para abolir vagas mas não recua na luta por carreira única

Nova ronda negocial agendada para 4 de Março
FNE regista disponibilidade da Tutela para abolir vagas mas não recua na luta por carreira única
Após mais uma ronda negocial com o Ministério da Educação, a FNE continua a procura de soluções que permitam a todos os professores e educadores portugueses ver o seu desempenho docente valorizado em termos de de estrutura de carreira.
O  ME enunciou um conjunto de pressupostos que, no seu entender, não podem ser transpostos na determinação da estrutura da carreira, o que mereceu da FNE algumas discordâncias claras.
A FNE, continuando a exigir uma carreira sem constrangimentos administrativos, regista a disponibilidade do Ministério da Educação para abolir as vagas de acesso aos patamares remuneratorios mais altos da carreira, mas não abdica  - tal como sempre afirmou em diversas ocasiões -  de uma carreira única para os professores e educadores portugueses, acabando com a divisão hierarquizada injusta que a Tutela pretende impor.
De referir que as negociações entre a FNE e o Ministério da Educação continuam em aberto, estando agendada para o próximo dia 4 de Março nova ronda negocial.

É carnaval, (quase) nada parece mal

ME obrigado a recuar nos créditos de formação

Após pressão do SPZCentro/FNE

ME obrigado a recuar nos  créditos de formação

Contrariamente ao que era voz corrente nas escolas e nos Centros de Formação, os professores não são obrigados a apresentar 50 horas, mas sim 25 horas de formação até final de 2009
Finalmente o Ministério da Educação (ME) vem ao encontro da exigência apresentada pelo Sindicato dos Pro-fessores da Zona Centro (SPZCentro/FNE) de os professores apresentarem até finais de 2009 apenas um total de 25 horas de formação.
Desde que o ME havia imposto o congelamento da carreira docente (30 de Agosto de 2005) que a formação contínua sofrera um sério revés. Mesmo depois do descongelamento (Janeiro de 2008), o ME foi inábil na gestão deste processo. Exemplo disso foi a reorganização geográfica dos Centros de Formação de Associação de Escolas (CFAE), que apenas tem em vista cortar nas despesas, independentemente de haver ou não capacidade de res-posta ao processo da formação contínua dos professores.
Como se não bastasse, fora divulgada a informação de que os professores teriam de realizar 50 horas de formação (25 horas do ano anterior mais 25 horas do actual). Ora, era inconcebível o ME deslocar para os professo-res uma situação da sua exclusiva responsabilidade. Foi isso que o SPZCentro exigiu junto da tutela, vindo agora a confirmar-se que cada professor só terá de apresentar 25 horas de formação até finais de 2009.
Em tempo oportuno, o SPZCentro tinha já denunciado que a demora que o ME tem tido, através dos CFAE, na apresentação de acções de formação contínua (FOCO) acreditadas e creditadas pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC) estava a potenciar um verdadeiro comércio da formação.
Não obstante a candidatura de Planos de Formação dos CFAE ao Programa Operacional do Potencial Humano (POPH) em Março 2008, de que só em Novembro houve despacho, sofrível, com alegação de escassez de verbas por Despacho do secretário de Estado da Educação, de 4 de Julho de 2008, a rede de CFAE, criada desde 1992, foi extinta; o mesmo diploma previa de imediato a criação de uma nova e substancialmente reduzida rede de CFAE.
Então, o SPZCentro criticou esta alteração por considerar que não traz mais-valias para os seus destinatários. A redução do número de CFAE no país e o consequente aumento geográfico da sua abrangência em nada contribui para uma resposta objectiva de proximidade às necessidades dos professores.
Perante a inércia que nos últimos anos se gerou por falta de uma clara definição de um programa para a forma-ção dos professores, tem havido entidades menos escrupulosas que vêm acenando com acções de formação aos professores, com o ónus do respectivo pagamento e recorrendo a estratégias pouco abonatórias de mercantilização.