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Manifesto pela suspensão do modelo de avaliação
Entrega aos Sindicatos de Professores até 19 de Dezembro de 2009
MANIFESTO PELA SUSPENSÃO DO MODELO DE AVALIAÇÃO IMPOSTO PELO GOVERNO
Os professores e educadores abaixo-assinados, perante a intransigência do ME
em aplicar um modelo de avaliação que interfere negativamente no funcionamento das
escolas, no desempenho dos professores, logo, nas aprendizagens dos alunos, reiteram
a exigência da sua suspensão, a negociação de uma solução transitória para este ano e a
revisão do ECD, a partir de Janeiro de 2009, no sentido de substituir o actual modelo de avaliação e eliminar a divisão da carreira docente nas categorias de “professor” e “professor titular”.
NOME ESCOLA/AGRUPAMENTO
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A ironia do ME procura disfarçar as suas fragilidades
NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS PROFESSORES:
IRONIA DO M.E. PROCURA DISFARÇAR AS SUAS FRAGILIDADES
A reunião de ontem, entre o Ministério da Educação e a Plataforma Sindical dos Professores não foi, de facto, de “agenda aberta” pela simples razão de, logo no início, a Senhora Ministra da Educação ter afirmado que ouviria as propostas sindicais, mas que o Governo “não suspendeu, não suspende e não suspenderá” o seu modelo de avaliação de desempenho. Ou seja, os Sindicatos poderiam apresentar as suas posições, mas daí não decorreriam quaisquer consequências, o que nega o espírito e uma verdadeira prática negocial.
Entre as propostas apresentadas pela Plataforma Sindical, de que o Ministério da Educação não gostou, e as do ME há, realmente, diferenças importantes. Desde logo porque, para este, a avaliação é instrumento de gestão de recursos, centra-se na vertente administrativa e assenta num conceito hierarquizado de escola em que a vertente pedagógica é desvalorizada; já para a Plataforma Sindical a avaliação, mesmo nesta solução transitória a vigorar para apenas dois períodos do corrente ano lectivo, deverá centrar-se na vertente pedagógica, na actividade do professor na escola, tanto na sua componente lectiva, como não lectiva.
Na proposta sindical o procedimento de auto-avaliação é muito mais rigoroso, sério e fundamentado do que pretende o ME com a sua grelha; o procedimento de hetero-avaliação proposto pela Plataforma envolve o conselho pedagógico e as estruturas intermédias de gestão, não só abrindo à participação de mais actores, como evitando o recurso a avaliadores de outras escolas; já o do ME assenta num único avaliador que, no caso da simplificação, se reduz ao presidente do órgão de gestão; o papel do órgão executivo, na proposta sindical, é de atribuição e homologação das menções que são propostas pelo órgão pedagógico, na do ME o conselho pedagógico é pura e simplesmente posto de lado.
Em suma, a Plataforma Sindical dos Professores defende uma avaliação a pensar nos alunos, pois procura contribuir para a melhoria do desempenho dos professores; já o ME releva o controlo dos docentes por via administrativa e hierárquica, abandonando a componente científico-pedagógica.
Sem outros argumentos, o ME limitou-se a ironizar e desvalorizar a solução que lhe foi apresentada, quando deveria ter procurado acolher as propostas apresentadas. Mas a sua obstinação é tal que, independentemente das consequências que, da sua teimosia, resultará para as escolas, quer, à viva força, avançar com o seu modelo e, nesse sentido, não olha a meios… Faz mal, pois os professores continuarão a manter suspenso um modelo que só pode ser defendido e imposto por quem já pôs de lado o interesse da Escola Pública e o direito dos alunos a um ensino de qualidade, só possível num quadro de estabilidade, tranquilidade e serenidade que o Ministério da Educação recusa criar.
Na reunião do próximo dia 15, embora sem grandes expectativas, a Plataforma Sindical dos Professores manter-se-á disponível para voltar a discutir e negociar esta matéria.
A Plataforma Sindical dos Professores
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Reunião entre sindicatos e ministra acaba em «desacordo absoluto»
O Ministério da Eucação não aceitou qualquer das propostas da Plataforma, pelo que o desacordo foi completo.
Para esta reunião, a Plataforma levou uma proposta de suspensão do modelo de avaliação em
vigor, a adopção de uma solução transitória para este ano lectivo e o
início, já em Janeiro, de um processo negocial com vista à revisão do
Estatuto da Carreira Docente, nomeadamente para alterar a estruturação
da carreira, actualmente dividida em duas categorias (professor e
professor titular).
Dada a falta de resultados negociais, osdocentes e as escolas vão ter que continuar a mostrar a sua vontade à tutela, com mais formas de luta:
- As escolas vão poder manifestar a sua vontade de suspender o processo de avaliação através de uma tomada de posição formal, na forma de baixo-assinado, a entregar ao ME no próximo dia 22.
- Mantém-se a greve nacional de professores prevista para 19 de Janeiro.
- No dia 13 de Janeiro, os sindicatos promoverão reuniões de professores em todas as escolas para reflectir sobre a revisão do Estatuto da Carreira Docente.
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