Últimas Notícias
Professores exigem seriedade e boa-fé negocial
Professores exigem seriedade e boa-fé negocial. Optam pela via do diálogo, mas não temem nem deixam cair a luta!
O Ministério da Educação, através do Secretário de Estado Adjunto e da Educação, afirmou que a agenda da reunião negocial prevista para 15 de Dezembro, afinal, poderá não ser tão aberta quanto foi compromisso do próprio ME. É o que parece transparecer da afirmação de que não estará em cima da mesa a possibilidade de suspender o que, nas escolas, já está suspenso: o actual modelo de avaliação. A Plataforma Sindical dos Professores reafirma que, neste processo, se envolveu com seriedade e boa-fé, optando, claramente, pela via negocial para que se encontre uma saída para o conflito instalado. Por essa razão suspendeu as greves regionais previstas para a próxima semana, abrindo, assim, um espaço importante para o diálogo e a negociação. Se a opção do Ministério da Educação for outra, a de eternizar o confronto, então terá de assumir as responsabilidades inerentes a quem impede que as escolas, este ano, funcionem com tranquilidade e serenidade, conforme tem sido apelo de toda a sociedade. A opção dos professores é clara, pretendem a via negocial, mas a sua determinação é também conhecida e, como já provaram, este ano, por diversas vezes, não temem a luta, antes a assumem de forma coesa e em grande unidade!
Para tentar fazer valer as suas posições o Ministério da Educação está, até, a utilizar a plataforma informática que criou para efeitos de concurso por candidatura electrónica e, durante a noite de ontem, enviou, por mail, um comunicado a todos os professores. Não é a primeira vez que o faz e, nos últimos tempos, essa plataforma informática tem sido utilizada para pressionar, enganar e fazer passar a sua propaganda junto dos professores, o que é lamentável e abusivo. Por essa razão, em reunião recente, a Plataforma denunciou este comportamento abusivo junto do Senhor Provedor de Justiça, por considerar que esta é uma situação que constitui, até, uma violação de dados confidenciais dos docentes. Isto a propósito da utilização do ficheiro geral de professores que está em posse da DGRHE, para efeito de concursos, para os pressionar, fazendo-lhes chegar uma grelha de objectivos individuais de avaliação que deveriam preencher
No dia 15 de Dezembro, a Plataforma Sindical dos Professores compromete-se a apresentar uma proposta alternativa de solução transitória de avaliação, para este ano, que, nesse dia, tornará pública, provando que há soluções de maior qualidade para o ano em curso, que não passam pelo modelo que, segundo a própria Ministra da Educação afirmou na Assembleia da República, tem os dias contados. E proporá a aprovação de um calendário negocial de revisão do Estatuto da Carreira Docente de que resulte, para além da substituição do modelo de avaliação, a eliminação das quotas de avaliação, o fim da divisão dos docentes em professores e titulares e a aprovação de regras que criem melhores condições de exercício das funções docentes e estabilizem a profissão.
A possibilidade de, por fim, estas matérias serem discutidas em mesa negocial que contará com a presença de todos o Sindicatos da Plataforma, é a grande novidade da reunião de dia 15 e esteve na origem da sua marcação.
Entretanto, a Plataforma Sindical apela a todos os professores e educadores para que mantenham ou decidam, se ainda não o fizeram, a suspensão da actual avaliação nas suas escolas. Nada se alterou que pudesse levar a uma mudança nas decisões das escolas e a suspensão de aplicação do modelo é fundamental neste processo de luta, sendo mesmo, de todas, a acção imediata de maior importância. Por essa razão, a Plataforma Sindical dos Professores apoia as escolas e os professores neste processo de suspensão que, na prática, está generalizado.
As acções dos professores e da sua Plataforma Sindical, em defesa da revisão do ECD e da qualidade da Escola Pública não terminaram e serão prosseguidas, prevendo-se as seguintes iniciativas:
-
11 de Dezembro: aprovação de tomadas de posição, pelas escolas, de exigência de revisão do ECD e de mudança das políticas educativas. Distribuição de texto aos pais e encarregados de educação sobre as razões da luta dos professores.
-
Início do segundo período: Jornada Nacional de Reflexão para debate e construção, pelos professores, do seu modelo de avaliação, que será alternativo ao do ME, bem como da definição das linhas essenciais para a revisão do ECD.
-
19 de Janeiro de 2009: Greve Nacional dos Professores e Educadores no dia em que se completam dois anos sobre a publicação do ECD, acompanhada de entrega, no ME, de um abaixo-assinado exigindo a revisão do ECD.
Entretanto, serão iniciados os contactos necessários para que, ainda este ano lectivo, se realize uma Marcha Nacional pela Educação que envolva toda a comunidade educativa e, de forma mais geral, a sociedade portuguesa, em defesa de uma política que promova a qualidade do Ensino e da Educação e defenda a Escola Pública.
INFORMAÇÃO FINAL:
No âmbito das audiências solicitadas pela Plataforma Sindical dos Professores, realiza-se na próxima terça-feira, dia 9 de Dezembro, pelas 9.30 horas, uma reunião com o Senhor Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa. A audiência decorrerá na Casa de Nossa Senhora das Dores, em Fátima.
A Plataforma Sindical dos Professores 6/12/2008
- Log in to post comments
Plataforma Sindical dos Professores anuncia suspensão das greves regionais
Plataforma Sindical dos Professores anuncia suspensão das greves regionais
A Plataforma Sindical dos Professores suspendeu hoje as greves regionais agendadas para a próxima semana.
Pela
primeira vez o Ministério da Educação (ME) aceitou negociar uma eventual suspensão do modelo de avaliação de desempenho.
Para o próximo dia 15 está prevista uma reunião para negociar não apenas as questões da avaliação mas outros aspectos do ECD.
- Log in to post comments
SPZCentro na vigília
Quando regressou ao Ministério da Educação, a ministra da Educação encontrou os professores em vigília.
José Ricardo: "espero que esta expressão da vontade da ministra da
Educação de substituir o actual modelo não seja apenas retórica, mas
seja concretizada em termos práticos"



Ana Cristina (Figueira da Foz), explica a razão da sua presença nesta vigília

Rosa Bessa: "avaliar os colegas é um esforço desumano por um trabalho que não valoriza a componente lectiva".
Francisco Azevedo, professor há 22 anos, critica os cursos de formação, que leccionou em escolas da zona de Coimbra: "Nunca houve apoios para esses cursos", lamenta. Os cursos só "servem para melhorar as estatísticas de formação dos portugueses".

Carlos Palhares: "é uma vergonha o que o Ministério está a fazer à classe
docente". "Estamos a defender a classe docente. Sempre. Até ao fim".

"Avaliação sim, Suspensão já"

Presença do deputado Emídio Guerreiro (PSD)

Presença da deputada Alda Macedo (BE)

Presença da deputada Luísa Apolónio (PEV)

"Da indignação à exigência: Deixem-nos ser professores".

A contestação deste Estatuto da Carreira Docente vem desde que, nas negociações dele, o Ministério da Educação foi incapaz de acolher as nossas propostas alternativas

João Dias da Silva: "Mas não resumimos a avaliação à autoavaliação do professor. É preciso acabar com esta mentira e dizer que nós queremos esta solução como elemento de trabalho em cima da mesa de negociação"; "não há possibilidade de encontrar uma solução para este momento que estamos a viver, que não passe pelo restabelecimento de um processo de negociação que coloque em cima da mesa diferentes alternativas".

Esta vigília ocorre apenas um dia depois de uma greve que os sindicatos garantem ter sido "histórica", com uma adesão de 94 por cento (Lusa)

"Um, dois, três, já cá estamos outra vez"

"Se isto não mudar, nós havemos de voltar"


- Log in to post comments