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Intransigência do ME impede a resolução do problema que o opõe aos professores
NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL
INTRANSIGÊNCIA DO M.E. IMPEDE RESOLUÇÃO DO PROBLEMA QUE O OPÕE AOS PROFESSORES:
M.E. DEVE SUSPENDER ACTUAL MODELO DE AVALIAÇÃO!
GREVE DE DIA 3 SERÁ MOMENTO IMPORTANTÍSSIMO DA LUTA DE TODOS OS PROFESSORES!
As organizações sindicais de professores abaixo referidas, confrontadas com as declarações do Secretário de Estado Adjunto e da Educação, proferidas no final de uma reunião partidária, de que os Sindicatos não estariam disponíveis para negociarem uma saída para o problema da avaliação de desempenho, esclarecem:
1 - Os Sindicatos de Professores, nas reuniões das diversas “mesas negociais” realizadas na passada sexta-feira, manifestaram disponibilidade e estavam preparados para apresentarem uma proposta de solução transitória de avaliação para o ano em curso, em alternativa ao modelo ministerial, ainda que simplificado;
2 - Tal solução implicaria, obviamente, a suspensão do actual modelo, de forma a que a avaliação se pudesse centrar no professor e na sua actividade pedagógica;
3 - A Ministra da Educação inviabilizou essa negociação ao rejeitar, liminarmente, qualquer solução que implicasse a suspensão do modelo em vigor, o que retirou sentido à eventual apresentação formal da proposta sindical. Ou seja, foi o ME quem colocou condições prévias ao vetar qualquer solução que passasse pela suspensão do actual modelo de avaliação;
4 - A solução transitória defendida pelos Sindicatos exige o envolvimento do professor, através da sua auto-avaliação, e do conselho pedagógico da escola ou agrupamento, bem como do conselho executivo na concretização de todo o processo de avaliação de desempenho;
5 - Naquelas reuniões, as organizações sindicais manifestaram disponibilidade para iniciarem, desde já, a negociação de um modelo alternativo de avaliação que seja pedagogicamente adequado, cientificamente capaz e promova a melhoria das práticas pedagógicas.
6 - Ao contrário do que tem sido propalado pelo ME, os Sindicatos de Professores já apresentaram, por diversas vezes, propostas sobre avaliação de desempenho. Só na actual legislatura, fizeram-no por quatro vezes ao longo de todo o processo de revisão do ECD e de regulamentação da avaliação, contudo, numa atitude de inqualificável prepotência, o ME, simplesmente, ignorou-as;
7 - A negociação do novo modelo de avaliação do desempenho deverá realizar-se no quadro de uma revisão do ECD que permita, igualmente, eliminar as quotas de avaliação e ultrapassar o problema da divisão dos professores em “Professores” e “Professores titulares”;
8 - Face à intransigência do ME que, insensível aos protestos dos professores e à realidade e ao interesse das escolas, recusa suspender a avaliação e abrir um processo de revisão do ECD no sentido antes referido, as organizações sindicais de professores apelam:
1.º À Unidade dos professores nas escolas;
2.º À suspensão da avaliação nas escolas que ainda não suspenderam;
3.º À PARTICIPAÇÃO DE TODOS OS PROFESSORES E EDUCADORES NA GREVE NACIONAL DO PRÓXIMO DIA 3 DE DEZEMBRO, CONSCIENTES DE QUE UMA FORTÍSSIMA ADESÃO A ESTA GREVE OBRIGARÁ O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E O GOVERNO A ATENDEREM ÀS SUAS JUSTAS REIVINDICAÇÕES.
Coimbra, 30 de Novembro de 2008
As organizações sindicais de professores e educadores:
FENPROF (Mário Nogueira, Secretário-Geral),
FNE (João Dias da Silva, Secretário-Geral),
SPLIU (Manuel Rolo, Presidente),
SNPL (Grasiela Rodrigues, Presidente),
SEPLEU (Pedro Gil, Presidente),
SINDEP (Carlos Chagas, Presidente),
ASPL (Fátima Ferreira, Presidente),
SINAPE (Nóbrega Ascenso, Presidente),
SIPPEB (Eleonora Betencourt, Presidente),
SIPE (Júlia Azevedo, Presidente).
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SPZCentro/FNE mantém greve de dia 03 após reunião com Ministério
FNE mantém greve de dia 03 após reunião com Ministério
A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) mantém a greve de professores agendada para a próxima quarta-feira, depois de uma reunião com o Ministério da Educação ter terminado sem acordo quanto ao processo de avaliação dos docentes.
"A senhora ministra quis ser muito clara, ao dizer que a decisão do Governo não ia no sentido da suspensão. Ora não era isso que nós vínhamos aqui para ouvir, nem é esse o mandato que temos dos professores que representamos", disse o secretário-geral da FNE.
João Dias da Silva falava aos jornalistas à saída de uma reunião com o Ministério da Educação,
que hoje se reúne com os sindicatos para discutir as propostas de simplificação do modelo de avaliação apresentadas pela tutela.
Os sindicatos mantêm que só aceitam a suspensão do modelo, pelo que a greve prevista para dia 03 de Dezembro se mantém, adiantou hoje Dias da Silva.
"Nós dissemos à senhora ministra que garantíamos que, se houvesse suspensão deste modelo de avaliação, teríamos meios para contribuir para que não houvesse um vazio na avaliação dos professores este ano", afirmou.
"Mesmo assim, a senhora ministra diz o contrário e diz que a decisão do Governo não vai no sentido da suspensão", realçou.
"Neste contexto, a FNE reafirmou que mantém esta reivindicação em nome dos professores que representa e que todo o calendário de luta que está determinado vai prosseguir, porque na nossa perspectiva nesta reunião não foram dados passos de aproximação relativamente a estas reivindicações fundamentais", disse o dirigente sindical.
Dias da Silva destacou que os professores vão fazer no próximo dia 03 a "maior greve de sempre porque o Governo não foi sensível a esta manifestação clara de que esta avaliação de desempenho é um factor claro de perturbação nas escolas, é um factor de intranquilidade e não oferece confiança às pessoas".
O sindicalista considerou que a simplificação do modelo pelo governo é "apenas
a afirmação de que o modelo se mantém todo na sua estrutura e na sua essência, e que em 2009 é para aplicar tal e qual como está na sua totalidade".
"Não é uma simplificação tão profunda como aquela que se quer fazer crer. Aquilo que está a acontecer é a manutenção do modelo de avaliação. A simplificação é uma operação de cosmética", afirmou, realçando que "esta instabilidade nas escolas dificilmente deixará de ter influência no trabalho de cada um nas escolas".
Segundo o projecto de decreto-regulamentar divulgado pelo Ministério da Educação (ME), a avaliação da componente científico-pedagógica passa a ter carácter voluntário. Assim, a observação de pelo menos duas aulas só será obrigatória se o professor avaliado quiser aceder às duas classificações mais elevadas.
Por outro lado, deixa de ser considerado o parâmetro relativo aos resultados escolares dos alunos e à redução das taxas de abandono escolar.
Os professores, sempre que requeiram, poderão ser avaliados por professores da mesma área disciplinar, podendo neste caso estes docentes ser requisitados a outros estabelecimentos de ensino. O ME abriu a possibilidade do pagamento de horas extraordinárias para concretizar esta medida.
Em relação às fichas de avaliação e auto-avaliação, é apenas exigida a classificação e avaliação dos parâmetros, sendo dispensado o preenchimento dos itens e sub-parâmetros.
Outra das medidas de simplificação anunciadas prende-se com a dispensa, em caso de acordo, das reuniões entre avaliador e avaliado, designadamente para discutir os objectivos individuais e a atribuição da classificação
final.
Apesar destas medidas, os sindicatos de professores insistem que o processo de avaliação de desempenho deve ser suspenso,caso contrário mantêm as acções de luta agendadas: greve nacional (03 Dezembro), greves regionais (09 a 12), vigília de 48 horas à porta do ministério (04 e 05) e uma greve na semana das reuniões de lançamento das notas dos alunos (a partir de dia 15).
Lisboa, 28 Nov (Lusa) - RCS/MLS.
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Professores cumprem o seu quarto dia de manifestações regionais contra a avaliação
Após o dia de ontem, que viu milhares de docentes manifestarem-se em Lisboa, Santarém, Setúbal e Caldas da Rainha contra o actual modelo de carreira e de avaliação do desempenho docente,os docentes terminam o seu quato dia de lutas de rua nas cidades de Portalegre, Évora, Beja e Faro.
Para o SPZCentro/FNE, só a suspensão do actual modelo de avaliação pode desbloquear a situação de profundo conflito do ME com os professores.
Por todo o país o ministério da Educação, através das respectivas DRE, tem vindo a promover reuniões com órgãos de gestão das escolas e professores avaliadores dando orientações para a
aplicação de um diploma que ainda não existe e cuja negociação apenas se inicia nesta sexta-feira, dia 28.
Nestas reuniões, estão a ser exercidas pressões sobre os órgãos de gestão para que estabeleçam prazos para a entrega dos objectivos de avaliação pelos professores. Prevê-se ainda que a avaliação dos presidentes dos conselhos executivos seja feita pelos directores regionais de educação.
As organizações que compõem a Plataforma Sindical defenderão a uma voz, hoje, no ME, a suspensão do actual modelo de avaliação do desempenho docente. Caso este continue insensível aos apelos dos
professores, à realidade das escolas e às posições sindicais, a luta continuará já no próximo dia 3 de Dezembro com a realização da que se prevê seja uma das maiores greves de sempre realizada pelos professores e educadores portugueses.
Para dia 3 de Dezembro continua marcada uma greve nacional de docentes, que se prevê que seja a maior de sempre em Portugal.
Também está marcada uma vigília de 2 dias em frente ao Ministério da Educação, nos dias 4 e
5 de Dezembro.
Estão ainda agendadas greves regionais para os dias 9, 10, 11 e 12 de Dezembro.
Em Aveiro...


Em Viseu...


Em Castelo Branco...



AGENDA DE PROTESTOS
MANIFESTAÇÕES REGIONAIS
Sul (Alentejo e Algarve) - dia 28 Novembro
Portalegre: 18h00 - Praça da Repúblia
Évora: 17h30 - Praça do Sertório
Beja: 17h30 - Largo de S. João
Faro: 20h30 - Coreto do Jardim Manuel Bivar
Greves
| GREVE NACIONAL | GREVES REGIONAIS |
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3 de Dezembro
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Norte: 9 de Dez. Centro: 10 de Dez. Lisboa e Vale do Tejo: 11 de Dez. Sul: 12 de Dez.
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