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Professores asfixiados com excesso de reuniões e burocracia

Professores asfixiados com excesso de reuniões e burocracia


A Comissão Permanente do Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZCentro), reunida no dia 16 de Outubro, em Coimbra, procedeu à análise do clima de tensão que se vive nas escolas. Em causa estão diversas situações perversas que põem em causa o normal funcionamento dos estabelecimentos de ensino.

As questões centrais debatidas nesta reunião prenderam-se com a sobrecarga horária e o excesso de trabalho burocrático exigido aos professores nas escolas.

Várias foram as situações apresentadas e analisadas de incumprimento dos tempos destinados à componente individual de trabalho, firmada no Memorando de Entendimento de Abril passado.

É de salientar que tudo isto é agravado pelo infindável número de reuniões que os professores têm de cumprir, amiudadas vezes concluídas a desoras e ocupando, em muitos casos, manchas horárias que vão para além das 50 horas semanais.

O SPZCentro considera inaceitável o que está em curso porque tem como consequência directa a dificuldade ou impossibilidade de os professores poderem preparar convenientemente as aulas e de realizarem o processo de ensino-aprendizagem em condições devidas.  
O SPZCentro analisou e debateu também o processo de avaliação dos professores em curso nas escolas, denunciando as situações de clara violação do disposto em normativos sobre a matéria. Os dirigentes reforçaram a ideia da inutilidade de determinados procedimentos subjacentes ao actual modelo.

O SPZCentro continuará com a sua luta no âmbito da FNE e em conjunto com as restantes organizações de professores, designadamente no tocante à alteração da actual avaliação. E mantém a exigência da necessidade do processo de avaliação ser alterado a partir do próximo mês de Abril, tal como ficou previsto no memorando de entendimento. Recorde-se que o SPZCentro, desde o início do ano lectivo, está a implementar uma dinâmica nas escolas de recolha de dados e de informações respeitantes às debilidades que a avaliação contém.

 

A reunião serviu ainda para a análise do processo de negociações sobre os concursos. O SPZCentro considera inaceitável que o Ministério da Educação (ME) não queira ter em conta as propostas de alteração que considera inaceitáveis, com destaque para: a incidência da avaliação de professores na graduação profissional e com efeitos directos na colocação; a obrigatoriedade dos professores do QZP concorrerem a um mínimo de 25 agrupamentos e quatro zonas pedagógicas; o aumento para quatro anos do efeito plurianual dos resultados do concurso. Ainda a propósito do novo modelo de concurso proposto pelo ME, o SPZCentro mantém a sua exigência para o encontro de soluções que tenham em vista a mobilidade dos professores na categoria de titular.

É inaceitável que estes professores não tenham ao seu alcance mecanismos que permitam ser opositores ao concurso ou ser recolocados quando, por exemplo, estejam presentes situações graves de doença. O SPZCentro exige, ainda, que a abertura do concurso seja precedida do conhecimento real de todos os lugares que vão constituir o quadro ao nível de cada agrupamento ou escolas não agrupadas.
A Comissão Permanente do SPZCentro aprovou também uma campanha de mobilização de professores para participar no próximo dia 8 de Novembro no grande plenário nacional de docentes, em Lisboa, bem como dos respectivos meios. Não deixou, porém, de reprovar com veemência a atitude de divisão de professores e de um discurso anti-sindical proferido por pequenos movimentos de alegados docentes, sem que se conheça de forma clara os fins que pretendem atingir.

A campanha caluniosa que alguns desses movimentos dirigem às organizações sindicais de professores é de todo lamentável e coloca em causa a força de classe necessária para que o ME abra as negociações previstas para a alteração do modelo de avaliação de desempenho.

 


Diário de Coimbra [17 de Out. 2008]

 


 

Diário As Beiras, 17 de Outubro de 2008

 

Concursos, avaliação e negociações em análise

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Campanha - Tempo de Trabalho

 

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VAMOS DENUNCIAR OS EXCESSOS E EXIGIR RESPEITO PELO HORÁRIO DE TRABALHO

O SPZCentro/FNE está a acompanhar atentamente a forma como decorre o processo de distribuição dos horários aos docentes portugueses, com a preocupação de que os limites impostos pela lei sejam sistematicamente respeitados.

Mas, para além da formalidade dos horários distribuídos, tem-se continuado a assistir no presente ano lectivo à marcação de inúmeras reuniões e à distribuição de tarefas que, para serem concretizadas, revestem a obrigação inaceitável de, sem qualquer compensação, ter trabalho muito para além do limite das 35 horas semanais que a lei impõe aos docentes portugueses.

Para o SPZCentro, é imperioso acabar com este sistemático atropelo dos limites do tempo de trabalho. E que, nos casos em que seja absolutamente imprescindível realizá-lo, que daí resulte a remuneração extraordinária que a lei também prevê.

É inaceitável que os professores portugueses estejam a pôr em causa o legítimo direito à conciliação entre o tempo de trabalho e o tempo individual.

É neste quadro que o SPZCentro/FNE desenvolve a presente campanha pelo respeito pelo tempo de trabalho.

No âmbito desta campanha, queremos desenvolver uma recolha sistemática do maior número possível de exemplos que retratem o que é hoje a vida profissional de um docente português. Deste modo, pedimos que os interessados em participar nesta iniciativa nos dêem conta da sua ocupação do tempo em trabalho para a escola, em uma, duas ou três semanas, e utilizando para o efeito o formulário que aqui disponibilizamos: 

 

:: Formulário On-line download
:: Formulário para download download

 

:: Vídeo Campanha FNE video
:: Cartaz da Campanha FNE - Tempo de Trabalho download