Hoje é dia: 25/06/2026

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Prioridades reivindicativas para 2008-2009

Recuperação do tempo de serviço

  • - contagem do tempo de serviço para efeitos de progressão em carreira, congelado entre 30 de Agosto de 2005 e 31 de Dezembro de 2007;
  • - recuperação do tempo de serviço prestado, mas perdido, no âmbito dos processos de transição para a nova estrutura da carreira docente.

Revisão do Estatuto da Carreira Docente

  • - combatendo a divisão inútil de categorias;
  • - equiparando o topo da carreira docente ao topo da carreira técnica superior da administração pública
  • - exigindo a eliminação da prova de ingresso na carreira;
  • - promovendo o fim das quotas na atribuição de quaisquer menções;
  • - definindo a revisão do horário de trabalho semanal dos docentes, defendendo-se o respeito por uma componente mínima razoável para o trabalho individual;
  • - estabelecendo condições excepcionais de aposentação em função da idade e do tempo de serviço, para compensar o desgaste profissional;

Reformulação dos procedimentos de concurso dos docentes

  • - eliminando as normas que permitem procedimentos discricionários na sua selecção;
  • - promovendo um adequado dimensionamento dos quadros de escola e de zona pedagógica;
  • - garantindo o respeito integral pelo princípio da mobilidade dentro do território nacional, independentemente da diversidade de estatutos existentes no Continente e nas Regiões Autónomas;
  • - rejeitando qualquer possibilidade de transição automática dos actuais Quadros de Escola para os futuros Quadros de Agrupamento;
  • - rejeitando, do mesmo modo, qualquer possibilidade de transição automática dos actuais Quadros de Zona Pedagógica para os novos Quadros de Agrupamento;
  • - rejeitando que a avaliação de desempenho possa vir a ser introduzida como factor de distorção da graduação profissional.

Alteração da avaliação de desempenho

  • - propondo a alteração do modelo de avaliação de desempenho imposto aos docentes.

Harmonização do regime de segurança social

  • - eliminando a duplicação dos regimes de Segurança Social que hoje subsistem, nomeadamente nos casos de docentes que têm contratos simultâneos em mais do que uma escola.

Para o Ensino Superior

  • - revisão dos estatutos de carreira dos docentes do ensino superior universitário e politécnico;
  • - melhoria do rácio professor/aluno, na sequência da implementação do designado processo de Bolonha;
  • - consideração da especificidade de situações de precariedade de relação laboral entre docentes do ensino superior;
  • - formação pedagógica adequada dos docentes para as respostas às exigências do actual ensino superior;
  • - gestão e administração transparente, organização estrutural, para fazer face aos desperdícios de recursos;
  • - financiamentos adequados ao desenvolvimento dos seus projectos de formação/investigação.

       
Para a Educação Especial

  • - propondo a revogação/revisão do Decreto-Lei nº 3/2008, determinando enquadramento mais adequado para a educação especial.

   
Para a Educação Pré-escolar

  • - aumento da rede nacional de oferta da Educação Pré-escolar
  • - obrigatoriedade da frequência de todas as crianças a partir dos 5 anos de idade.

Para os Professores de Português no Estrangeiro

  • - actualização salarial;
  • - distinção entre subsídio de refeição e salário;
  • - definição de apoios para deslocações de instalação e de serviço;
  • - capacidade de acção sindical;
  • - revisão do respectivo regime de concursos.

Funcionamento das Actividades de Enriquecimento Curricular

  • - alteração das competências da sua organização e funcionamento, e recrutamento dos respectivos responsáveis, para a gestão dos agrupamentos
  • - espaços adequados para o seu desenvolvimento;
  • - definição de máximos para a constituição de grupos de alunos;
  • - formação ao nível científico e pedagógico dos responsáveis;
  • - enquadramento destes trabalhadores em CCT específico;
  • - fim dos recibos verdes.

Para o Ensino Privado

  • - revisão dos Contratos Colectivos de Trabalho com as entidades patronais do sector privado e social – Ensinos Particular e Cooperativo, Profissional, Superior, IPSS, Misericórdias e Mutualidades.

Melhores condições de trabalho ao nível dos estabelecimentos de ensino

  • - propondo alterações às condições de trabalho nas escolas, quer ao nível da componente lectiva como da não lectiva.

Acompanhamento da aplicação do novo regime de contrato de Trabalho em Funções Públicas.

Actualizações de salários e de pensões, exigindo

  • - a cobertura da inflação esperada para 2009;
  • - a correcção das perdas que se têm registado por efeito dos sistemáticos erros de previsão no cálculo da inflação, bem como o efeito da aplicação da actual fórmula de cálculo das pensões.

Dedução de despesas no IRS

  • - consagração, ao nível das deduções específicas no IRS, das despesas realizadas com a formação (inscrições, propinas, emolumentos), despesas realizadas com as viagens para e do local de trabalho, despesas realizadas com aquisição de equipamentos e materiais desgastáveis necessários à preparação das aulas e das actividades a desenvolver.

O sucesso da nossa batalha reside na capacidade de resistência que demonstramos ter

Caras e caros associados Estamos a iniciar um novo ano escolar.O SPZCentro considera que este é um ano em que devemos canalizar todas as energias para as preocupações de qualidade das aprendizagens e do ensino, mas exigindo, sempre, o respeito pelo trabalho dos professores e dos educadores nas escolas.Esta nossa preocupação e exigência será conseguida, se um conjunto de situações forem substancialmente alterados. Sabemos das resistências que vamos encontrar por parte do Ministério da Educação e do Governo. No entanto, não desistiremos de continuar a exigir e a fazer, através dos meios legítimos que estão ao nosso alcance, para que aspectos perniciosos sejam alterados, para bem da melhoria do funcionamento das escolas e das condições de trabalho dos docentes. A este nível o SPZCentro assinala alguns aspectos que exigem tal mudança: 1. DIMENSÃO DAS TURMAS AJUSTADA A dimensão das turmas deve ser estabelecida de acordo com as necessidades de desenvolvimento de processos de aprendizagem consistentes. O SPZCentro regista, a título de exemplo, que, no ano lectivo de 2007/2008, cerca de 40% das turmas dos 7.º, 9º e 10.º anos de escolaridade tinham entre cerca de dez a vinte por cento de alunos, para além do previsto na legislação. Exigimos que estas percentagens se reduzam significativamente.  2. ESPAÇOS DE TRABALHO ADEQUADOSOs espaços onde ocorrem as aulas devem ser específicos para tal, não sendo aceitável que se recorra a bibliotecas e até a cantinas para se ministrarem aulas, por efeito da sobrelotação de muitas escolas. Impõe-se, ainda, que se garanta que as escolas disponham de espaços para o desdobramento de turmas nas situações de aulas práticas e que, no caso de disciplinas com componente experimental ou oficinal, os espaços sejam específicos para as respectivas aprendizagens.Os espaços de trabalho dos docentes devem ser respeitados, de forma a permitir, quer trabalho individual, quer acolhimento pedagógico individualizado de alunos ou encontros de trabalho com encarregados de educação. O que tem acontecido é que em muitas circunstâncias os professores atendem encarregados de educação em átrios ou em polivalentes, sem o mínimo de condições de dignidade. E, para a realização de trabalho individual, não restam mais, em muitos casos, do que os bufetes, os recreios e os polivalentes. As condições de trabalho para docentes devem respeitar normas básicas de higiene, saúde e segurança, o que muitas vezes é posto em causa, sendo ainda exigível que se avance de uma forma sustentada com programas de formação contínua a que todos estes trabalhadores tenham acesso.  3. ABANDONO E INSUCESSO ESCOLARES EXIGEM CONSTITUIÇÃO DE EQUIPAS MULTIDISCIPLINARESO sistematicamente invocado combate ao abandono e ao insucesso escolares passa pela existência de recursos que permitam o apoio individualizado em situação de dificuldades de aprendizagem. É fundamental que as situações identificadas de dificuldade ou de insucesso ao longo do ano lectivo sejam respondidas por prontas situações de apoio, para o que as escolas devem dispor de equipas multidisciplinares que possam acompanhar e resolver os problemas identificados, apoiando os alunos em dificuldade.  4. ACABAR COM OS RECIBOS VERDES E A COLOCAÇÃO PRECÁRIA NO SECTOR DA EDUCAÇÃO O SPZcentro insiste na necessidade de se acabar com o elevado nível de precariedade que se vive no sector, em termos de vínculos laborais. São milhares os docentes em regime de contrato a termo, e muitos deles há anos que são utilizados pelo sistema educativo, revelando-se sistematicamente necessários ao seu funcionamento. Impõe-se que esta situação precária seja substituída pela contratação sem termo. Acresce a estes números o dos professores encarregados das Actividades de Enriquecimento Curricular que são ilegalmente remunerados com base no chamado “recibo verde”. Devem ser eliminadas todas estas situações, sendo fundamental definir um princípio de contratação que responda às necessidades que esta oferta formativa encerra.  5. AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO – UM ANO PARA EXPERIMENTAR, ACOMPANHAR, DENUNCIAR OS ATROPELOS E PROPOR ALTERAÇÕES O SPZCentro estará atento à forma como se vai desenvolver o processo de avaliação de desempenho dos docentes, não deixando de, em sede da comissão paritária, constituída para o efeito entre as organizações sindicais e o Ministério da Educação, denunciar todos os atropelos que venham a ocorrer e o desperdício burocrático que define este modelo, considerando da máxima utilidade a aplicação informática que tem ao dispor de todos os docentes no seu endereço www.spzcentro.pt.  6. RESPEITO PELO TEMPO DE TRABALHO DOS PROFESSORES

O SPZCentro vai continuar a denunciar o peso burocrático que o trabalho docente tem neste momento, exigindo esforços acrescidos de tempo, traduzindo-se numa sobrecarga de trabalho, com claro prejuízo para o legítimo direito de cada um ao seu tempo de vida pessoal e familiar, para além do profissional. Iremos lançar, sob este tema, uma campanha que visa a exigência de respeito pelos limites do tempo de trabalho a que cada docente está obrigado.

 O SUCESSO DA NOSSA BATALHARESIDE NA CAPACIDADE DE RESISTÊNCIA QUE DEMONSTRARMOS TERApelamos a todos os associados do SPZCentro que não desistam de continuar a lutar contra os que nos têm tentado destruir a essência da profissão docente.  O SPZCentro está consciente das grandes dificuldades, com que os docentes hoje se confrontam, no seu dia a dia nas escolas. Temos feito tudo o que nos é possível, não só no seio da FNE, mas também em acções conjuntas com todas as organizações sindicais de professores, para que a profissão docente continue a ser prestigiada e a escola seja um espaço de trabalho digno e atraente para professores e alunos. Os professores e as suas organizações sindicais já demonstraram que sabem o que querem para o bem dos alunos e do ensino. O que queremos e exigimos é que nos respeitem.  Coimbra, 9 de Setembro de 2008A Direcção do SPZCentro