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Dia D em milhares de escolas e agrupamentos

A partir das 8h30 em reunião na CCDRC, docentes estiveram reunidos em plenário, sob a coordenação do porta-voz da Plataforma e de José Ricardo.

O presidente do SPZCentro resumiu o momento político, sindical e educativo que se tem vivido desde o início da legislatura deste Governo, com particular realce para a avaliação dos docentes de que, afirmou, "não se encontra nos países da UE outro país com um sistema de avaliação tão cruel".

A moção com o título "'ENTENDIMENTO É IMPORTANTE PARA OS PROFESSORES, MAS NÃO RESOLVE AS QUESTÕES DE FUNDO, PELO QUE DEVERÁ MANTER-SE UMA FORTE ACÇÃO SINDICAL E REIVINDICATIVA", foi seguidamente apresentada por Mário Nogueira, que também explicou que é um marco de uma luta que continua e um sinal de recuo do Governo.

A moção, sujeita a votação, foi aprovada por unanimidade e aclamação. O mesmo acto está a ser realizado por todo o país, destinado a ratificar a intenção de assinar na próxima quinta-feira a declaração conjunta com o ME relativo às matérias em questão deste documento:

  • Em relação aos docentes que serão avaliados em 2008/09, os estabelecimentos de ensino devem continuar a recolher apenas os elementos constantes dos registos administrativos da escola.
  • Os efeitos negativos das classificações de "regular" ou "insuficiente"
    estarão condicionados a uma nova avaliação a realizar no ano seguinte,não se concretizando caso a classificação nessa avaliação seja, no mínimo, de "Bom". Os efeitos penalizadores de uma nota de "insuficiente" só se farão sentir no caso dos docentes contratados em vias de renovação. Quando estes forem classificados com "regular", poderão ver os seus contratos renovados caso se mantenha a existência de horário lectivo completo e haja concordância expressa da escola.
  • A integração dos sindicatos na Comissão de Acompanhamento da Avaliação de Professores, com acesso a todos os documentos de reflexão, tendo em vista o acompanhamento da aplicação do
    modelo de avaliação.
  • Entendimento entre Ministério da Educação e Plataforma salva o 3.º período

    O entendimento foi conseguido já de madrugada, depois de uma reunião de mais de sete horas entre a equipa ministerial e a plataforma sindical.

    link do vídeo »»» http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=339326&tema=27

     

    Entendimento com o M.E

    ENTENDIMENTO COM O M.E. "SALVA” 3.º PERÍODO LECTIVO, REFORÇA A IMPORTÂNCIA DA UNIDADE E DA ACÇÃO, MAS NÃO DISPENSA OS PROFESSORES DE CONTINUAREM A LUTAR PELA DIGNIFICAÇÃO DA PROFISSÃO
    E PELA VALORIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA

    A unidade e determinação dos Professores e Educadores Portugueses, cujo momento alto de expressão pública foi, recentemente, a extraordinária Marcha da Indignação, realizada em 8 de Março, teve na madrugada de hoje, 12 de Março, importantíssimos resultados que, mais uma vez, confirmam que vale a pena lutar.

    O designado Memorando de Entendimento entre a Plataforma Sindical dos Professores e o Ministério da Educação é um importante documento que:

    - Abre portas negociais em matérias que são determinantes para o funcionamento das escolas e o exercício da profissão docente;
    - Salvaguarda os docentes, quer este ano, quer no próximo, de eventuais efeitos nefastos de um modelo de avaliação que não foi testado e é negativo;
    - Impede o tratamento diferenciado
    entre docentes das diversas escolas ao uniformizar, através de
    simplificação, os procedimentos de avaliação a aplicar nos dois meses
    que faltam para o encerramento do ano lectivo;
    - Estabelece um número mínimo de horas para o trabalho individual dos docentes, acabando com os abusos que, em algumas escolas, se têm verificado;
    - Reconhece o direito de as horas de formação contínua dos docentes serem deduzidas na sua componente individual de estabelecimento;
    - Reconhece o direito, aos docentes contratados, de verem considerado o seu tempo de serviço, ainda que os respectivos contratos sejam inferiores a 4 meses;
    - Remete para o próximo ano lectivo os primeiros procedimentos decorrentes do regime de gestão escolar recentemente aprovado pelo Governo.

    O Memorando de Entendimento estabelece, ainda, diversos processos negociais, nomeadamente sobre:

    - Alteração do modelo de avaliação (Junho e Julho de 2009), constituindo-se, para a sua preparação, uma comissão paritária entre os Sindicatos e o ME;
    - Critérios para a definição de créditos horários
    destinados à avaliação, para além de outras condições que, antes, se
    encontravam apenas previstas para discussão com o Conselho das Escolas
    e, assim, passam a ser do âmbito da negociação sindical;
    - Criação de um novo índice remuneratório
    para a carreira docente que, ao ser garantido que não implicará o
    aumento da sua actual duração, pressupõe uma reestruturação da mesma.

    Este Memorando de Entendimento deverá integrar um documento mais amplo, com características de declaração conjunta, em que Sindicatos e Ministério da Educação farão constar posições autónomas sobre o processo que decorreu e culminou neste entendimento.

    Para a Plataforma, este entendimento não consubstancia qualquer acordo com o Ministério que, de
    facto, não existe. As organizações sindicais de docentes não alteram, com este entendimento, o seu profundo desacordo face a uma política que, em sua opinião:

    - Não dignifica a profissão e os profissionais docentes;
    - Não contribui para que melhorem as condições de trabalho nas escolas
    - Não permite uma melhor organização e funcionamento, como não reforça a autonomia das escolas;
    -
    Não se orienta para que a Escola Pública reforce os níveis de qualidade
    e diversifique as suas respostas, incluindo no plano social.

    Diplomas legais como o actual Estatuto da Carreira Docente, o novo regime de direcção e gestão escolar ou a recente legislação sobre Educação Especial são alguns dos exemplos que se consideram mais negativos.

    Assim, no sentido de alterar o rumo dessa política, as organizações sindicais continuarão a agir e a propor alternativas às medidas que têm sido implementadas pelo ME.

    Todavia, e era esse um dos objectivos aprovados na Marcha da Indignação, Sindicatos e ME deram passos importantes no sentido de “salvar” o 3.º período lectivo de uma instabilidade que se previa muito forte, quer devido à introdução, à força e sem regras, da avaliação dos professores, sendo evidente a falta de condições das escolas para tal, quer das fortes lutas que seanunciavam para o final do ano lectivo. Foi essa oportunidade dada ao país pelos Sindicatos e pelos Professores e, em especial aos alunos, que permitiu a obtenção destes importantíssimos resultados.

    Na sequência deste Memorando de Entendimento, manter-se-ão as concentrações previstas para as capitais do norte do país, a realizar já na segunda-feira, dia 14 – com a participação dos secretários-gerais das organizações sindicais – bem como o Dia D, previsto para dia 15,
    terça, em todas as escolas/agrupamentos, devendo este dia representar um momento de debate, reflexão e ratificação deste entendimento pelos professores e educadores. A assinatura da declaração conjunta entre os Sindicatos e o ME está prevista para dia 17 de Abril, quinta, pelas 11 horas, nas instalações do CNE.

    É necessário, agora, um grande acompanhamento dos professores e dos seus Sindicatos na concretização deste entendimento e o reforço da exigência e da acção em defesa de uma
    nova política educativa para o país, num quadro de respeito pelos Professores e de negociação com as suas organizações representativas.


    Na procura de uma solução negociada

    Plataforma Sindical disponível para o desbloqueio do conflito, mas com regras que defendam as escolas, os professores e a qualidade educativa!

    Tem lugar hoje, 10 de Abril, pelas 17.30 horas, nas instalações do CNE, uma reunião entre a Plataforma Sindical dos Professores e o Ministério da Educação. Esta reunião servirá para procurar encontrar uma solução negociada que permita, no imediato, desbloquear a situação de conflito que opõe o ME aos professores e suas organizações sindicais.

    (ver documento da Plataforma) - 10 Abril 2008 | CNE

    Para esta reunião, as organizações sindicais de docentes elaboraram um conjunto de propostas assente nos seguintes pressupostos:

    1 - Respeitar a Resolução aprovada pelos Professores na Marcha da Indignação;

    2 - Dar conteúdo às exigências de suspensão e experimentação da avaliação, num quadro de respeito pelas decisões das escolas e pelos direitos dos professores;

    3 - Encontrar o conteúdo adequado a um conjunto de enunciados apresentado pelo ME em reunião recente.

    No que respeita à avaliação dos docentes, a Plataforma reafirma, neste documento enviado ontem à noite ao ME, o seu profundo desacordo com o modelo imposto. Um modelo que se considera injusto, burocrático, incoerente, desadequado e inaplicável.

    A Plataforma considera que, este ano lectivo, não existem condições nas escolas para aplicar um modelo de avaliação do desempenho, seja ele qual for. Todavia, para obviar à situação criada pelo ME e ir ao encontro da reflexão que hoje existe nas escolas, a Plataforma Sindical apresenta propostas concretas para a resolução da situação.

    A Plataforma Sindical dos Professores reafirma, ainda, a necessidade de o ME parar com a pressão que vem exercendo sobre as escolas, e deixa claro o seu entendimento sobre "suspensão" e "experimentação":

      Suspensão: não aplicação, este ano, do modelo de avaliação previsto no Decreto Regulamentar n.º 2/2008 e de qualquer procedimento de avaliação aos docentes dos quadros que este ano não progridem na carreira; uniformização de procedimentos em todas as escolas, aplicável aos docentes contratados e aos que, sendo dos quadros, progridem este ano. Tais procedimentos limitar-se-ão à autoavaliação, enquanto instrumento de reflexão crítica da sua actividade, e ao registo de assiduidade;


      Experimentação: Consideração das classificações de "Regular" e "Insuficiente", em 2008 e em 2009, exclusivamente para fins de experimentação do modelo de avaliação, com vista à sua revisão; elaboração, pelas escolas, em Março de 2009, de relatórios de avaliação do modelo e sua aplicação; elaboração de relatório-síntese pelo conselho científico para a avaliação de professores (já com participação sindical) em Abril de 2009; alteração do modelo de avaliação no final de 2008/2009, na sequência de negociações com as organizações sindicais de docentes.
    No documento da Plataforma são ainda formuladas propostas concretas sobre dois importantíssimos aspectos que constam da Resolução da Marcha da Indignação (pontos 6 e 10, respectivamente sobre horários de trabalho e gestão escolar), entre outros que, no documento do ME, eram apenas enunciados genéricos.

    No final da reunião de hoje, ainda nas instalações do CNE, a Plataforma Sindical dos Professores apresentará uma primeira declaração política, dirigida aos professores e ao país.

    Caso não venha a ser reconhecido, pelo ME, o significativo esforço das organizações sindicais de docentes na apresentação destas propostas, a Plataforma Sindical apelará a um fortíssimo envolvimento de todos os Professores e Educadores nas acções e lutas que se reiniciam já no dia 14, segunda-feira, e no Dia D que, na terça, envolverá no Debate os docentes de todo o país nas suas escolas. Caso a equipa ministerial adopte uma postura fechada, inflexível, impositiva e, assim, se revele incapaz de contribuir para a solução do conflito que mantém com os professores e suas organizações sindicais, então, ganhará uma importância maior a exigência da sua demissão.

    A Plataforma Sindical dos Professores
    10 Abril 2008