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Resolução do Conselho Geral da FNE

O secretariado nacional da FNE, reunido em Lisboa, no dia 11 de dezembro de 2013, aprova a seguinte resolução

 

FNE VENCE UMA BATALHA, LIBERTANDO MILHARES DE PROFESSORES DE UMA PROVA INJUSTIFICADA E INÚTIL E NÃO DESISTE DE ABOLIR A PACC

No quadro de uma importante intervenção da UGT, conduzida na sequência da mais recente reunião do seu secretariado nacional, a FNE obteve o compromisso do MEC de libertar definitivamente milhares de docentes contratados da obrigação de realizarem a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades que ainda consta do ECD.

Na sequência deste compromisso, foram dispensados desta prova, mais de 28 000 professores e educadores, num total de aproximadamente 40000. 

Este compromisso foi assumido na sequência de uma recomendação do Provedor de Justiça, no sentido da dispensa desta prova dos docentes com mais experiência e que têm assegurado o funcionamento regular das nossas escolas dos ensinos básico e se-cundário. Esta recomendação decorreu, entre outras, de uma intervenção formal da FNE que pretendia que fosse apreciada uma eventual ilegalidade ou inconstitucionali-dade da norma que estabelece a PACC, e ainda que fosse reconhecida a manutenção da eficácia da legislação de 2010 que que estabeleceu o anterior universo de dispensados. Foi na sequência desta e de outras intervenções que o Provedor de Justiça recomendou que se eliminasse a obrigação de realização de uma PACC inútil por mi-lhares de docentes com experiência e que têm assegurado continuamente o funciona-mento do sistema educativo.

O secretariado nacional afirma que este compromisso também só se tornou possível, por um lado, pela forte mobilização que a FNE realizou em torno desta questão, mas também da intervenção empenhada, solidária e inflexível da UGT e particularmente do seu secretário geral.

O secretariado nacional sublinha ainda que este compromisso surge na sequência de outro compromisso idêntico assumido por todas as organizações sindicais de profes-sores, o qual foi celebrado em 2009 com a Ministra Isabel Alçada e que, na impossibilidade de obter já na altura a eliminação da prova do ECD, previu um universo de dispensados da sua realização. 

Em nenhuma das circunstâncias, nem em 2009, nem agora, a definição de um universo de dispensados constituiu aceitação da existência da prova no ECD.

Consciente de que não conseguiu libertar todos os docentes contratados da realização desta prova, o secretariado nacional afirma que a oportunidade surgida não poderia ser desperdiçada em nome do maior número possível de docentes dispensados.

A FNE enquanto tal e os seus sindicatos membros não abdicaram de pelas mais diver-sas formas legais e jurídicas, combater a PACC, até conseguirem obter a sua elimina-ção do ECD, porque não é, nem nunca foi, por se vencer uma "batalha" que se abdica de ganhar a "guerra". Devemos continuar a fazer, de forma capaz, todos os possíveis para retirar do ECD a prova de acesso. Este tem de continuar a ser um dos grandes objetivos a alcançar.

É por isso que o secretariado nacional afirma também que, se o combate contra a PACC vai continuar, não é menos verdade que se mantêm todos os procedimentos nacionais e internacionais com vista à vinculação dos colegas com mais de 3 contratos anuais sucessivos. Esse é outro dos objetivos que a par do anterior se mantém no cen-tro das reivindicações da FNE.

Entretanto, a FNE afirma que, estando preocupada com este problema, para cuja reso-lução contribuiu decisivamente, continua empenhada em trabalhar afincadamente pela valorização e dignificação de todos os Trabalhadores da Educação, para um ensino de qualidade e com equidade, no âmbito das suas carreiras, dos seus salários e pensões e das suas condições de trabalho.

Lisboa, 11 de dezembro de 2013

 

Um dia dedicado à Educação em Viseu

 Um dia dedicado à Educação em Viseu

 
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fne_viseu2Um dia dedicado à Educação em Viseu

No passado dia 5 de dezembro uma delegação da FNE, chefiada pelo secretário-geral, João Dias da Silva realizou uma jornada de trabalho com visitas e reuniões em Viseu. O secretário-geral da FNE foi acompanhado por dirigentes do Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC), entre os quais, o seu presidente, vice-presidente e dirigentes locais.

O dia começou com uma reunião na Câmara Municipal de Viseu, com uma conversa que versou sobre a importância da Educação no município e ainda questões relacionadas com a transferência de competências para as autarquias.fne_viseu3

Durante a manhã, a visita à escola sede do Agrupamento de Escolas de Oliveira de Frades que se encontra em construção da responsabilidade da Parque Escolar, foi um dos pontos altos desta jornada. As obras começaram no ano letivo de 2009/2010 e têm-se arrastado até hoje, encontrando-se paradas desde janeiro. Foi possível observar as dificuldades vividas pelos alunos, professores e pessoal não docente, numa escola onde 70% da sua área permanece em obras. A boa notícia foi que a direção da escola confirmou ao secretário-geral da FNE que as obras serão retomadas em janeiro, prevendo-se a sua conclusão até ao final do ano letivo.

fne_viseu4Na parte da tarde foi visitada a Escola EBIS - Jean Piaget / Escola Básica Integrada e Secundária de Vila Nova do Campo. Uma escola do setor privado que apresenta uma trabalho muito válido de integração de alunos com dificuldades sociais e de aprendizagem. Na reunião com a direção ficou clara a forma como a escola está organizada e de que forma responde às necessidades dos seus alunos, valorizando as aprendizagens e fazendo tudo para ser uma escola de excelência.

O dia de trabalho terminou na escola sede do Agrupamento de Escolas Viseu Sul, tendo-se realizado uma reunião com professores e dirigentes sindicais. Na reunião foram abordados temas da atualidade educativa e sindical, onde se ouviram dos participantes as suas preocupações e problemas que vivem no dia-a-dia nas suas escolas.

  
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SPZC/FNE e UGT conseguem dispensa de realização PACC

SPZC/FNE E UGT CONSEGUEM DISPENSA DE REALIZAÇÃO DA PROVA DE AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTOS E CAPACIDADES

O MEC acaba de anunciar a decisão de dispensar da realização da prova de avaliação de capacidades e conhecimentos um universo muito significativo de docentes sucessivamente contratados, particularmente os que mais tempo de serviço têm prestado no sistema educativo - todos os que têm mais de 5 anos de serviço.
Esta decisão, se resulta da recente recomendação do Provedor de Justiça e até da intervenção de vários Tribunais, na sequência de ações político-sindicais que todas as organizações sindicais representativas de professores têm desenvolvido, é também consequência de uma intervenção muito concreta que a UGT realizou na última semana junto do MEC, e que teve por consequência a realização de uma reunião pedida de urgência e que se realizou hoje.
Para o SPZC/FNE, mantém-se inalterado o objetivo da eliminação desta prova do ECD. No entanto, a decisão do MEC de hoje e que acaba de nos ser transmitida, e que resulta da reunião hoje mesmo realizada com a UGT, não respondendo ao nosso objetivo principal, reconduz a situação à determinação de um universo significativo de docentes dispensados da sua concretização, o que desta forma se obtém.
Neste contexto, o SPZC/FNE decidiu não convocar a greve para o dia 18 de dezembro e retirar-se de outras ações que tinham sido previstas.

Porto, 2 de dezembro de 2013