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SPZCentro participa na Marcha do dia 8 de Março

O SPZCentro decidiu integrar no seio da  FNE o conjunto de organizações promotoras da marcha que no dia 8 de Março próximo vai servir para exprimir o fortíssimo descontentamento de todos os Trabalhadores da Educação em relação às políticas definidas pelo actual Ministério da Educação, exigindo uma avaliação de desempenho justa e não punitiva, uma verdadeira autonomia para a gestão das escolas, respeito pelo tempo necessário para a componente pedagógica da actividade docente, diminuição da carga burocrática que hoje se abate sobre os docentes portugueses, fim da precariedade e da insegurança que se vive no sector, quer entre trabalhadores docentes, quer entre trabalhadores não docentes.

Esta decisão foi tomada no quadro de um grupo de organizações promotoras de uma tal iniciativa, verificada que foi a convergência de perspectivas quanto à consciência instalada entre todos os trabalhadores do sector da impraticabilidade de medidas impostas pelo Ministério da Educação que, em vez de conduzirem à melhoria do sistema educativo, estão a criar condições para a sua efectiva deterioração.

Independentemente de outras acções que possa vir a concretizar noutras oportunidades, com idênticos objectivos, o SPZCentro/FNE considera essencial uma ampla participação nesta iniciativa, para a qual convida todos os seus associados e simpatizantes não associados.

SPZC responsabiliza o ME pelo clima de contestação

José Ricardo, presidente do Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC), filiado na FNE,afirma “que a falta de tempo para se ser professor é um dos fortes motivos que tem levado os docentes a aumentar o tom do protesto contra a Ministra da Educação”.

Para o SPZC, o ME está cada vez mais enfeudado por tecnocratas com uma perspectiva fundamentalista-burocrática, que estão a colocar a essência da escola num abismo com consequências irreparáveis.

O SPZCentro denuncia que, hoje em dia, se assiste à desregulação e desumanização desenfreada da organização do tempo e do trabalho dos professores dentro da escola.

O Ministério da Educação esqueceu-se que os professores e educadores precisam de tempo para a preparação pedagógica e didáctica das suas aulas, para a investigação e auto-formação e tempo para a construção de afectos e vínculos com os seus próprios alunos.

Para o SPZC, o Ministério da educação esqueceu-se, por completo, de associar às medidas que tem implementado, os resultados de estudos e investigações realizados no mundo das ciências da educação e da psicologia educacional, quer em Portugal, quer no estrangeiro.

“Num fôlego sem precedentes pelo controlo da profissão docente, o actual ME burocratizou, por completo, o trabalho dos professores, desvalorizando o seu papel fundamental na vertente do ensino, das aprendizagens e da construção do desenvolvimento harmonioso da personalidade dos seus alunos”, afirma José Ricardo.

 O papel da escola e dos professores parece, assim, estar a sofrer de um profundo desvio da sua finalidade que é o de educar e formar pessoas para a sociedade de amanhã.É pela afirmação do seu papel na educação das crianças e dos jovens e pela humanização da escola e da profissão, que os professores e educadores se fazem ouvir, cada vez mais, em gritos de revolta.

Para o Presidente do SPZC, cabe ao Governo e aos responsáveis pelas políticas de educação analisar e tirar as ilações deste visível e crescente clima de descontentamento dos professores.

Coimbra, 24 de Fevereiro de 2008

SPZC reflecte sobre redes sociais e privadas de Ensino

O Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) promove nos dias 22 e 23 de Fevereiro um encontro de âmbito regional dedicado ao Ensino Privado e às redes sociais de ensino.

O primeiro dia é dedicado às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e Misericórdias e o dia 23 ao Ensino Particular e Cooperativo.

O evento decorrerá nas instalações da Escola de Hotelaria de Hotelaria e Turismo de Coimbra.

O debate sobre as mais importantes questões socioprofissionais relacionadas com este sector de ensino será orientado por José Ricardo e José Frade, dirigentes sindicais do SPZCentro.

Para além das intervenções destes dois sindicalistas, estarão em debate os temas “Portfólio – Um caminho de Avaliação Alternativo”, pela Mestre Maria da Graça Santos Cardoso, “Promoção dos Direitos Humanos e Prevenção da Violência”, pela Prof. Doutora Maria José Magalhães e ainda "Comportamentos desadequados e insucesso escolar: risco e prevenção" pela Prof. Doutora Maria da Luz Vale Dias.

De salientar que este seminário decorre no momento em que as negociações com a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular (AEEP) se encontram num impasse devido à falta de sensibilidade desta entidade e ao inaceitável incumprimento de acordos estabelecidos com a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) e o SPZC.