Últimas Notícias
Direção do SPZC hoje reunida aprova resolução por unanimidade
RESOLUÇÃO
A Direção do SPZCentro reunida hoje, em Coimbra, manifesta a sua profunda indignação pelo ataque que está a ser perpetrado por este Governo contra a Escola Pública e os Educadores e Professores portugueses.
Ignorando o esforço que estes profissionais, ao longo de décadas, devotaram à causa da Educação, colocando a Escola Pública em patamares de qualidade e sucesso, que todos os relatórios internacionais reconhecem, este Governo tem vindo a desmotivar, a descredibilizar e a empurrar para fora da Escola muitos e bons Educadores e Professores que deixaram de ver na Escola que o Governo lhes quer impor - a sua Escola.
O SPZCentro não aceita por isso, pactuar com ações de desconsideração que o Governo tem demonstrado para com os Educadores e Professores, quer ao nível profissional quer ao nível pessoal.
O SPZCentro não aceita a imposição de horários que desrespeitam as obrigações e funções dos Educadores e Professores, quer nomeadamente no que concerne ao aumento de horário no 1.º Ciclo, quer no que respeita à atribuição de tarefas que exorbitam o seu quadro funcional.
O SPZCentro repudia firmemente esta atitude do Governo que desvaloriza a qualidade da educação, descapitaliza a Escola Pública e desrespeita os Educadores e Professores.
- Log in to post comments
Modelo da prova reforça a inutilidade
Modelo da prova reforça a inutilidade
Foi publicado ontem (21.11.2013) já muito perto da meia-noite, o guia e os respetivos anexos da prova de avaliação de conhecimentos e capacidades, que o Ministério da Educação quer impor aos professores sem vínculo à função pública para que possam candidatar-se a dar aulas no próximo ano letivo.
O SPZC considera que mais uma vez fica demonstrada a inutilidade de uma prova que não é mais do que uma perda de tempo e uma desconsideração pelo trabalho de milhares de docentes que têm desempenhado as suas funções com empenho, eficácia e para as quais estão devidamente acreditados e avaliados.
Quando o MEC faz depender 80% do valor da prova de questões do tipo escolha múltipla revela que a estrutura escolhida e o figurino da prova em nada contribui para a melhoria do ensino. A limitação da expressão escrita é muito discutível e as opções em relação as respostas de escolha múltipla é um jogo que não se adequa ao que deve ser a avaliação das capacidades e dos conhecimentos dos professores.
O modelo escolhido não acrescenta nada sobre o nível de qualificação dos docentes. Está reforçado o argumento da FNE que se trata de uma inutilidade e de uma verdadeira perda de tempo.
Para consultar o Guia clicar AQUI
-------------------------------------------------------------------------

FNE PROMOVE CONCENTRAÇÕES CONTRA A PROVA
Coimbra | Viseu | Lisboa | Évora | Porto | Viana
Na sequência da decisão do Conselho Geral da Federação Nacional da Educação (FNE) vamos promover nos dias 25, 27, 28 e 30 de novembro, em diversas capitais de distrito, concentrações de professores contra a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades.
TODOS CONTRA A PROVA é um movimento criado no seio da FNE e que na próxima semana inicia uma série de iniciativas de contestação e que pretendem ser também uma oportunidade de esclarecer a população sobres os motivos que levam os professores a exigir a abolição da prova.
Nas concentrações será distribuído à população um Manifesto contra uma prova inútil, ineficaz e que desrespeita o trabalho de milhares de docentes.
A FNE está também nas redes sociais a desenvolver um forte apelo à participação nestas iniciativas que vão contar com a presença do secretário-geral, João Dias da Silva e às quais está também associada a Associação Nacional de Professores Contratados (ANPC).
A FNE não vai permitir que se cometa mais esta injustiça!
Não vamos desistir. É preciso que os professores nos acompanhem nesta luta e que compareçam às concentrações agendadas.






- Log in to post comments
Resolução do Conselho Geral da FNE
FEDERAÇÃO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
Conselho Geral
O Conselho Geral da FNE, reunido em Évora no dia 16 de novembro de 2013, delibera:
CONTRA A PROVA DE AVALIAÇÃO DE CONHECIMENTOS E CAPACIDADES
O MEC continua a insistir na imposição de uma prova de conhecimentos e capacidades a ser realizada por todos os candidatos aos próximos concursos de docentes, independentemente do tempo de serviço que já tenham realizado no sistema educativo.
A FNE não desiste de demonstrar que uma tal prova não só não contribui para melhorar o sistema educativo, como constitui uma efetiva demonstração de falta de confiança em milhares de profissionais que há muitos anos têm garantido o funcionamento do sistema educativo, nas mais diversas formas da sua concretização, como constitui uma falta de consideração pelo trabalho realizado pelas instituições de ensino superior de formação de professores, tuteladas e reguladas pelo próprio Ministério da Educação e Ciência.
A verdade é que o MEC quer impor que a prova seja realizada por todos os docentes que ainda não pertencem aos quadros das escolas estatais.
Incluem-se aqui milhares de professores que têm trabalhado nas escolas públicas, com dedicação, e sempre avaliados positivamente, distribuídos da seguinte forma:
|
Número |
Tempo de serviço acumulado |
|
|
20 |
mais de 30 anos |
Deste modo, e neste grupo de docentes com mais de 10 anos de serviço, contados em 31 de agosto de 2012, estão mais de 11000 docentes, de umtotal de cerca de 43000 |
|
600 |
entre 20 e 30 anos |
|
|
2000 |
entre os 15 e os 20 anos |
|
|
9000 |
entre 10 e 14 anos |
|
|
28000 |
entre 3 e 10 anos |
|
|
4000 |
menos de 3 anos de serviço |
|
A que se poderão acrescentar os docentes do ensino particular e cooperativo que, por qualquer razão de ordem pessoal, entendam admitir vir a concorrer a uma vaga do setor público. Para o poderem vir a fazer, têm também de se sujeitar a esta prova.
A FNE continua a defender que esta prova deve ser abolida, porque não é com ela que os candidatos adquirem mais conhecimentos ou mais preparação.
Por outro lado, ao estabelecer taxas para inscrição nas provas, o MEC volta a dar sinal inequívoco de desconsideração por muitas pessoas que vivem hoje situações de desemprego e economicamente muito difíceis.
Ao marcar a prova para o dia 18 de dezembro, o MEC cria ainda novas dificuldades na disponibilidade das pessoas para realizarem a prova, não só para os docentes contratados que estarão em período de avaliações, mas também para alguns candidatos que entretanto estejam a trabalhar noutras áreas e em que dificilmente lhes será concedida dispensa para a prestação desta prova.
Como ainda, ao não admitir a realização de uma segunda chamada, impede que docentes grávidas e em situação de parto e outros docentes que por motivos de força maior devidamente comprovados nesse dia possam realizar a prova, perdendo um direito que não lhes pode ser negado em função da sua situação particular.
Não se podem esquecer ainda dos docentes em serviço nas Regiões Autónomas que às dificuldades já referidas acrescem as que decorrem de estarem distantes, com todos os condicionalismos que a situação implica.
O que se conclui é que se acumulam injustiças sobre injustiças e uma completa falta de respeito pelo investimento realizado pelos professores e pela sua dignidade profissional.
É por isso que a FNE continua empenhada em evitar a concretização desta prova, para o que decidiu:
- mobilizar os docentes envolvidos para que façam sentir na Provedoria de Justiça, entre 18 e 22 de novembro, a irracionalidade, a inutilidade e a desconsideração que a realização desta prova implica;
- promover a realização de concentrações em Coimbra – 25 de novembro; Lisboa – 27 de novembro; Évora – 28 de novembro e Porto – 2 de dezembro, com o objetivo de transmitir à população uma mensagem esclarecedora das razões que não justificam esta prova;
- convocar, em termos a definir oportunamente, greve para o dia 18 de dezembro, data definida pelo MEC para a realização desta prova.
- apoiar ações dos seus sindicatos que tenham como objetivo a não realização desta prova que nada prova;
- informar todos os professores das ações realizadas e a realizar pela FNE e pelos seus sindicatos, bem como continuar a receber os seus contributos e sugestões, através da página
https://www.facebook.com/todoscontraprova;
- promover o contacto com outras organizações sindicais e associações profissionais, para se associarem às iniciativas promovidas pela FNE.
REVISÃO DO DESPACHO DE ORGANIZAÇÃO DO ANO LETIVO DEVE PROMOVER ESTABILIDADE
A FNE defende que o despacho de organização do presente ano letivo deve ser corrigido, quer para funcionar no próximo ano, quer para que possa ser instrumento de trabalho e de estabilidade nas escolas para o ano letivo de 2014/2015.
Não podemos permitir que se verifiquem os erros cometidos na preparação e lançamento do ano letivo em curso e muito menos que se ponha em causa uma educação pública de qualidade.
Para a FNE, a construção de uma escolaridade de 12 anos universal e gratuita é um imperativo que o futuro nos impõe e de que não se pode desistir.
REFORMA DO ESTADO E EDUCAÇÃO NÃO PODE DESRESPONSABILIZAR O ESTADO
A FNE regista a recente divulgação de um documento do Governo que pretende constituir um ponto de partida para o debate a e a determinação de soluções para um Estado “dito” eficiente.
A FNE não se dispensa de participar num debate sério e consistente que envolva todos os Parceiros Sociais e que defina de uma forma clara e estável as dimensões e profundidade dos serviços do Estado.
Mas com o que a FNE não está minimamente de acordo é que um tal exercício corresponda a uma diminuição do conteúdo de um Estado Social atento aos seus cidadãos, e portanto garantindo o funcionamento de serviços públicos de alta qualidade, na Educação, na Saúde e na Segurança Social, sempre com respeito pela preservação do princípio da equidade – que manda que para atender a todos igualmente se tem de atender a todos diferenciadamente, de acordo com as suas necessidades.
Profundamente preocupada com o texto divulgado pelo Governo sobre esta matéria, particularmente na área da Educação, a FNE promoverá as ações que forem necessárias para combater medidas que ponham em causa o Estado Social ao serviço de todos que defendemos.
Évora, 16 de novembro de 2013
Resolução aprovada por unanimidade
- Log in to post comments