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Aposentados 2013
Colega
Realizou-se neste dia 25 de Setembro de 2013 a reunião de negociação suplementar FESAP/UGT, tendo em vista o sistema de convergência de pensões da Caixa Geral de Aposentações com o regime geral de Segurança Social, com o secretário de Estado da Administração Pública.
O SPZCentro no âmbito da FESAP:
- Apresentou todos os argumentos já aduzidos em reuniões anteriores, manifestando-se contra qualquer corte das pensões.
- Entende que a sustentabilidade da Segurança Social, pública e privada, deve ser repensada em profundidade.
- Defende que o sistema para continuar a ter dignidade para reformados e pensionistas, quer no presente quer no futuro, terá de ser financiado para além das contribuições dos trabalhadores e empresas encontrando-se outras fontes de financiamento capazes de manter a sustentabilidade do sistema de pensões.
- Considera uma fraude para os que se aposentaram (e muitos com altas penalizações) confrontarem-se agora com mais um corte de 10% sobre as suas pensões, a que acresce a manutenção da contribuição extraordinária de sustentabilidade, agravando-se de sobremaneira os rendimentos dos reformados.
Perante este quadro iníquo, a FESAP vai suscitar aos partidos políticos e ao Provedor de Justiça que peçam a inconstitucionalidade do diploma que fixar o corte nas pensões, assim que este for publicado.
SPZC ao lado dos Docentes Aposentados
contra o corte nas pensões
Contamos convosco!
Contai connosco!
A Direção
25 de Setembro de 2013
Início de ano letivo
Colega!
Inicia-se mais um ano letivo marcado por um sem número de medidas atrabiliárias, insensatas e retrógradas que estão a lançar a educação no abismo.
Trinta anos de esforços hercúleos na área da Educação, nomeadamente no que concerne ao combate ao analfabetismo, ao abandono e ao insucesso escolar, podem ser postos em causa por um Executivo que está apenas preocupado com a “conta de merceeiro” que a educação despende.
Para além disso e concomitantemente, exige-se cada vez mais aos profissionais da educação, mormente aos Educadores e aos Professores. Com a agravante de estes serem aviltantemente tratados, sem qualquer respeito pela sua carreira profissional e pela sua vida pessoal e profissional.
Desde logo, é inadmissível o circunstancialismo que envolveu o processo concursal deste ano. Além de conter soluções que rejeitámos e das quais na altura e nos lugares próprios demos devida nota, designadamente a diminuição de QZP e consequentemente aumento das respectivas áreas, ao estender-se por todo o mês de Agosto, impediu na prática o exercício do direito irrenunciável a férias dos docentes.
Na verdade, os Educadores e Professores foram confrontados com regras que alteraram a sua graduação e ordenação profissional. Foram ainda obrigados a estar atentos, mesmo quando distantes dos seus locais de residência, no gozo do seu período de férias, às sucessivas datas publicitadas a desoras pelo MEC. Isto para poderem cumprir um calendário que não foi publicitado nem atempadamente definido, tendo-se assistido a uma marcação de datas ao sabor das necessidades e conveniências de quem decide sem respeito pelos docentes.
Fruto desta deriva organizacional, o início deste ano letivo fica marcado também pela ausência de milhares de professores nas Escolas, com prejuízos irreparáveis para os alunos e para a imagem e qualidade da Escola Pública em que todos nos empenhamos, dia a dia.
Acresce ainda o intolerável desprezo a que foram e são votados milhares de Educadores e Professores. Com dezenas de anos de serviço, veem-se de um dia para o outro com a sua vida voltada do avesso. São obrigados a percorrer milhares de quilómetros, e a dar o melhor de si em termos profissionais ao longo do ano, para poderem continuar a fazer o que mais gostam - Serem Educadores / Professores.
Conscientes da conjuntura extremamente complexa que vivemos e apesar destas atitudes insensatas, autistas e passadistas deste Governo, o SPZCentro está profundamente empenhado na defesa de todos os Educadores e Professores.
Assim, a par do apoio que continuaremos a prestar aos Colegas ao nível de todas as Delegações que temos ao serviço dos nossos associados, não deixaremos de propugnar por uma defesa intransigente de qualidade na Educação e por uma carreira para todos os Educadores e Professores que reconheça a singularidade e valor insubstituível da função desempenhada.
Estamos conscientes das dificuldades com que nos vamos confrontar, mas nunca foi nosso apanágio virar a cara à luta.
Apelamos por isso a uma maior unidade dos nossos associados e dos professores em geral, sob pena de colocarmos em causa a força sindical que os professores construíram com esforço, ao longo de quase 40 anos.
Assim, no início de mais um ano de trabalho e num contexto em que a instabilidade, a incerteza e até o descrédito na opção vocacional e profissional que escolhemos são muitas vezes colocados em causa, queremos transmitir-lhe o nosso empenho.
Em conjunto com todos os que representamos, encontraremos respostas que possam devolver aos Educadores e Professores o conforto profissional que lhes permita a realização de um trabalho profícuo no exercício da profissão que um dia escolheram ser – EDUCADOR / PROFESSOR!
Pode contar connosco! Nós contamos consigo!
Um bom ano!
A Direção
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Ano letivo abre sob o signo do desinvestimento
Ano letivo abre sob o signo do desinvestimento
Ministério prossegue de forma insensata política economicista. Trata com insensibilidade e desprezo alunos e professores. Aposta na rendição da Educação Pública à mercantilização. Se não se inverter este quadro malsão, várias gerações de jovens e o próprio país verão o futuro hipotecado
No início de mais um ano letivo, o Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) não pode deixar de denunciar os inúmeros atropelos e violações da lei que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) está a praticar.
Para o SPZC, é inadmissível o desprezo com que são tratados alunos e professores por um MEC que olha apenas para os números do défice e para os cortes a fazer na área da Educação.
Turmas com um número de alunos e uma diversidade de níveis que nos remete para um tempo em que Portugal tinha uma das maiores taxas de analfabetismo da Europa, só ultrapassados mais de três décadas depois do 25 de Abril, revelam a verdadeira aposta deste Governo no desinvestimento na Educação.
A tudo isto acresce a insensibilidade com que os Educadores e Professores são tratados, sem qualquer respeito pela sua vida profissional e pessoal. Vivemos um tempo em que cada vez se exige mais aos Educadores e Professores e em que a Educação e a Formação se assumem como um pilar incontornável para o nosso futuro enquanto país.
A indiferença com que o MEC olha para esta área, levará o país, sem dúvida, para um caminho em que todos – Educadores, Professores, Alunos, Pais e portugueses em geral – irão pagar um preço demasiado alto e durante muitas gerações, duma política autista e exclusivamente economicista.
Este ano letivo que hoje se inicia é assim o paradigma perfeito da rendição da Educação pública aos interesses do mercantilismo, de uma estratégia que olha para a Educação não como um Direito mas como um Bem, que só alguns podem ter e pagar.
O SPZC não pode deixar de neste dia se manifestar fortemente contra estas opções políticas insensatas e retrógradas e continuar-se-á a bater por uma inversão de políticas, que recentrem a Educação e os seus profissionais no que é realmente importante – a Formação dos Jovens e o Futuro de Portugal.
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