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FESAP na Greve Geral Divergências acentuam‐se

A FESAP voltou a manifestar a sua profunda discordância relativamente a uma política que cadavez mais se assume como persecutória e penalizadora dos trabalhadores e pensionistas em geral edos trabalhadores e pensionistas da Administração Pública em particular, dando assim o Governotodos os motivos para a realização de uma grande Greve Geral no próximo dia 27 de Junho.Perante tamanha ofensiva, que inclui redução de salários, aumento do horário de trabalho,despedimentos e aumento de comparticipações para a ADSE, aos trabalhadores não resta outrahipótese senão a de se unirem e procurarem, por via da Greve, levar o Governo a alterar a suapolítica de austeridade excessiva e de cumprimento de uma agenda ideológica destruidora doEstado Social.Entretanto, a FESAP, certa de que os diplomas em questão são de constitucionalidade duvidosa ‐nomeadamente os que versam sobre a Requalificação Profissional e sobre o aumento do horáriode trabalho ‐, diligenciará junto dos grupos parlamentares, dos partidos políticos, do Presidente daRepública e do Provedor de Justiça, no sentido de solicitarem a fiscalização preventiva ousucessiva da sua constitucionalidade.Basta de austeridade. Basta de ataques brutais aos rendimentos de trabalhadores. Basta dedestruição de postos de trabalho. Não à destruição de serviços públicos.A FESAP exige que o Governo mude de atitude e de políticas e que, de uma vez por todas,aposte numa verdadeira Reforma do Estado, que valorize os trabalhadores, os seus postos detrabalho e os serviços públicos e que invista no crescimento e no emprego.Por tudo isto, no dia 27 de Junho, em unidade e com grande espírito de solidariedade para comtodos os trabalhadores, reformados, pensionistas, jovens e desempregados, os trabalhadores daAdministração Pública vão estar em Greve.Lisboa, 4 de Junho de 2013A FESAP esteve hoje, dia 4 de junho, reunida com o Secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, no Ministério das Finanças, em Lisboa, para a última ronda negocial sobre o Sistema de Requalificação Profissional/Mobilidade Especial, o aumento do Horário de Trabalho, a ADSE e o Programa de Rescisões por Mútuo Acordo, num encontro que apenas serviu para acentuar as divergências existentes face aos diplomas em causa.

Governo empurrou a UGT para a Greve Geral

Não foi de ânimo leve que a Central decidiu partir para a greve, porém, esta foi a únicaforma encontrada para dar um grito de revolta e realizar um forte apelo àinsubmissão dos portugueses. A UGT sente que foi empurrada pelo Governo para estaparalisação. O Executivo, através das suas políticas, tem aumentado o desemprego,agravado a austeridade, e bloqueado a concertação social e negociação coletiva, jápara não falar do congelamento do salário mínimo e a constante tentativa dedestruição do Estado Social.A UGT reitera, ainda assim, que se insurge contra as políticas e não contra o Governo,pelo que, não vai exigir a demissão do mesmo. Essa será, como deve ser num Estadodemocrático, uma decisão dos portugueses.Avançamos para a Greve Geral porque sentimos a obrigação de defender, de formaintransigente, os direitos dos trabalhadores filiados na Central, mas também detodos os reformados e pensionistas portugueses. Daí que esta jornada de luta nãoseja apenas nossa, mas sim de todos os portugueses que se sentem atacados com aspolíticas deste Governo. Temos, todos, de mostrar ao Executivo que é urgente mudaras políticas.Apelamos, assim, a uma mobilização geral de todos os trabalhadores sindicalizados enão sindicalizados, reformados e pensionistas, desempregados e jovens à procura deemprego, acreditando que todos os portugueses se vão juntar a nós nesta greve. Estajornada de luta é de todos e para todos!Lisboa, 3 de Junho de 2013UGT DECRETA GREVE GERAL PARA DIA 27 DE JUNHO DE 2013. A UGT decidiu avançar para uma Greve Geral no próximo dia 27 de Junho (quintafeira), uma posição tomada pelo Secretariado Nacional, com 75 votos a favor, 4 abstenções e 1 voto contra, e pelo Conselho Geral, com 63 votos a favor e 5 abstenções.

Manifestação

Foram milhares os professores que desfilaram entre o Marquês do Pombal e os Restauradores para dizer ao Governo que
é urgente outras políticas e para contestar a mobilidade especial e o aumento do horário de trabalho dos docentes. 

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A educação em ação por um futuro melhor

“Os professores deram expressão ao descontentamento em relação a políticas que são inaceitáveis”, resumiu João Dias da Silva, dirigente da Federação Nacional de Educação (FNE), falando de uma “grande manifestação de professores”

 

 + VÍDEOS DA MANIFESTAÇÃO (em atualização)

 

Entrevista ao Presidente da FNE - Jorge Santos

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