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Serviços mínimos MEC não está a cumprir a lei
Serviços mínimos
MEC não está a cumprir a lei
A FNE enviou, no dia 27 de maio, ao Ministério da educação e Ciência (MEC) um ofício onde
explica os motivos pelos quais não vai indicar os serviços mínimos que deverão estar
garantidos durante a greve do próximo dia 17 de junho, uma vez que não foram assegurados
todos os procedimentos legalmente exigidos.
A FNE recordou, no documento enviado à tutela, que os procedimentos que levam à determinação dos serviços mínimos exigem,
nomeadamente, uma negociação entre as partes pelo que a ausência deste procedimento torna o processo ilegal. Uma vez que
não houve cumprimento das normas estabelecidas a decisão da FNE foi no sentido de não dar nenhum contributo.
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Uma clara inconstitucionalidade que não pode deixar de ser denunciada.
Uma clara inconstitucionalidade que não pode deixar de ser denunciada.

A proposta de lei do Governo com que pretende substituir a figura da mobilidade especial pela da requalificação profissional representa uma violação unilateral e inaceitável do contrato estabelecido pela entidade patronal, neste caso, o Estado, e os seus Trabalhadores.
Está-se perante uma clara inconstitucionalidade que não pode deixar de ser denunciada.
A verdade é que as propostas que o Governo vai apresentando continuam uma lógica de tudo justificar por insuficiência orçamental, pondo em causa o que deve ser um Estado Social.
Continua a legislar-se para cortar cegamente, sem quaisquer preocupações de garantia de serviços públicos de qualidade, particularmente na área da Educação, da Saúde e da Segurança Social.
Em termos de Educação, é claro que não há professores excedentários e que continuamos a precisar de todos os professores para garantir respostas educativas de qualidade e com equidade.
Os professores dos quadros atuais são de certeza insuficientes para as respostas educativas de que o País precisa, nomeadamente ao nível do reforço imprescindível da Educação para a Infância, da maior e mais intensiva oferta educativa e formativa no ensino secundário, para além de um combate por mais sucesso escolar e menos abandono.
Por outro lado, é inaceitável que o MEC continue a prática de recurso a docentes contratados, sem reconhecer o direito que lhes assiste de verem convertida a sua situação de precariedade em estabilidade, nos termos da legislação em vigor.
O Ministério da Educação detém informação suficiente para saber que não há professores que tenham de ser colocados num qualquer regime de mobilidade especial/requalificação profissional, pelo que não faz sentido que sobre eles possa estar a recair uma tal ameaça, sendo essencial o compromisso público de que aquela situação não se verificará.
Nem tão pouco se pode aceitar que se pretenda fazer crescer o tempo de trabalho dos professores. A componente letiva não pode crescer. O que é preciso é respeitar tempo e condições para o imprescindível trabalho individual de estudo, planificação e avaliação.
Não podemos transigir um milímetro em relação a estas exigências!
João Dias da Silva
Sec-Geral da FNE
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FNE convoca Secretariado Nacional extraordinário para apreciar ações de contestação

FNE convoca Secretariado Nacional extraordinário para apreciar ações de contestação
A Federação Nacional da Educação (FNE) convocou para a próxima terça-feira, dia 21 de maio, pelas 14h30m, em Lisboa, uma reunião extraordinária do Secretariado Nacional, para apreciar as ações que, na reunião de associações sindicais de professores ocorrida no dia 16 de maio, mereceram um amplo consenso.
Com efeito, a FNE participou ontem numa reunião onde estiveram presentes várias organizações sindicais de professores e que serviu para analisar a atual situação política, social e económica e debater a possibilidade de ações convergentes entre os diversos sindicatos.
Face ao que ficou decidido nesta reunião, a FNE revê-se na declaração conjunta, divulgada no final do encontro, a qual é claramente convergente com o conteúdo da resolução do Secretariado Nacional da FNE, reunido no passado dia 15 de maio.
Entretanto, e com vista à apreciação das decisões tomadas na referida reunião de associações sindicais, o secretariado nacional da FNE reunirá na próxima terça-feira, após consulta aos sindicatos membros.
No final do Secretariado Nacional, que se prevê para as 18h00, será divulgada a respetiva resolução.
Porto, 17 de maio de 2013
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Oficio ME - 27 de maio de 2013