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FESAP contra aumento do horário de trabalho e despedimentos
Reunião inconsequente
FESAP contra aumento do horário
de trabalho e despedimentos
A FESAP reuniu no dia 6 de Maio, no Ministério das Finanças, em Lisboa, com o Secretário de Estado da Administração
Pública, Hélder Rosalino, num encontro que serviu apenas para confirmar as medidas anunciadas pelo
Primeiro-ministro na passada sexta-feira, e no qual a Federação manifestou a sua preocupação e profunda
discordância face a medidas que considera inaceitáveis e fortemente penalizadoras para os trabalhadores.
Com efeito, a FESAP não entende como é possível que, depois do próprio Governo apresentar um estudo
no qual se conclui que o aumento do horário de trabalho não tem uma relação directa com o aumento de
produtividade, o Executivo inverta agora completamente a sua posição, sem qualquer argumentação válida
e justificativa desta mudança.
Por isso, a FESAP não aceita negociar nenhum diploma que vise o aumento da carga horária dos
trabalhadores e que, por essa via, promova uma redução generalizada dos vencimentos, e considera
inadequada a utilização do orçamento rectificativo para o concretizar.
A FESAP reiterou também que está contra a mobilidade especial, e muito menos se for limitada no tempo,
e contra a requalificação profissional como forma encapotada de promover despedimentos na
Administração Pública.
Quanto ao programa de rescisões amigáveis, a FESAP não aceita que exista diferenciação dos trabalhadores
em função da idade, discriminando negativamente os mais velhos.
Como a FESAP há muito vem defendendo, é imprescindível que seja feito um levantamento rigoroso que
apure em que sectores ou serviços possam eventualmente existir trabalhadores a mais e onde estes estão
em falta, para depois, privilegiando os mecanismos de mobilidade interna, fazer-se finalmente uma gestão
de recursos humanos eficiente.
A FESAP exige que o Governo mude urgentemente de política e de atitude face aos trabalhadores da
Administração Pública, optando pela realização de uma verdadeira Reforma, que envolva os sindicatos e os
trabalhadores e que contribua para a melhoria dos serviços públicos prestados aos cidadãos.
Não obstante estar definido um calendário de reuniões semanais tendo em vista a discussão e negociação
destas medidas, dada a sua violência e a violência da política de ultra-austeridade que tem sido imposta a
todos os trabalhadores, reformados e pensionistas, a FESAP não exclui nenhuma forma de luta em unidade
com todos os trabalhadores.
Lisboa, 6 de Maio de 2013
A FESAP reuniu no dia 6 de Maio, no Ministério das Finanças, em Lisboa, com o Secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, num encontro que serviu apenas para confirmar as medidas anunciadas pelo Primeiro-ministro na passada sexta-feira, e no qual a Federação manifestou a sua preocupação e profunda discordância face a medidas que considera inaceitáveis e fortemente penalizadoras para os trabalhadores.
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Portugueses lançados no abismo
Portugueses lançados no abismo A contínua e imparável insensibilidade do Governo, ora reforçada com as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro, leva o país, os trabalhadores da Administração Pública, os reformados e os pensionistas ao precipício de que se desconhece o fundo O Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) insurge-se contra as medidas hoje anunciadas pelo Governo, que revelam de forma cínica e iniludível a tirania económica em que os dirigentes políticos nos estão a mergulhar e a insensibilidade com que se sufoca a esperança de um País que um dia acreditou na Democracia. Insensível à situação concreta de todos os portugueses, em particular dos trabalhadores da Administração Pública (onde pontificam os Educadores, Professores e Pensionistas), bem como às dificuldades porque passam e ao sofrimento muitas vezes atroz com que encaram o dia-a-dia para poderem prover quer ao seu sustento, quer dos seus filhos e netos, o Governo procura iludir os portugueses. Iludi-los com o não aumento dos impostos e com a inconcebível justificação do Tribunal Constitucional, querendo contra tudo e contra todos ser uma vez mais forte com os fracos, deixando de fora das medidas os detentores de maior poder económico. O Governo de forma abominável com as medidas ora anunciadas revela-se incapaz de impor aos verdadeiros responsáveis desta crise o encargo dos seus desvarios, que colocaram Portugal nesta situação, mas que lhes valeram chorudos lucros. O SPZC manifesta a sua indignação pela atitude atrabiliária e draconiana hoje anunciada que vem na sequência de muitas outras tomadas por este Governo desde 2011 para confortar a troika e que se irá revelar de efeito devastador para Portugal e para os portugueses. O SPZC, no que à Educação e aos Docentes diz respeito, quer no activo, quer aposentados, não se conformará com as decisões agora anunciadas e lutará no seio das organizações de que faz parte ou em que se encontra filiado, UGT e FNE, pela alteração destas políticas que estão a conduzir o país para um caminho sem retrocesso e a educação para o precipício. Não podemos permitir que morra às mãos dos interesses económicos e financeiros a esperança com que todos nos empenhámos na construção de um Portugal democrático que ajudámos a erigir. O SPZC não se conformará com as medidas destrambelhadas deste novo pacote de austeridade e apela à união de todos os docentes de forma a dar uma resposta efectiva e consequente às intenções despudoradas hoje manifestadas.
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Trabalhadores da Educação em luta no 1º de Maio Concentração e cordão humano em frente ao MEC marcaram a diferença
Trabalhadores da Educação em luta no 1º de Maio
Concentração e cordão humano em frente ao MEC marcaram a diferença

Centenas de Trabalhadores da Educação responderam à chamada e neste 1º de Maio iniciaram as comemorações de forma diferente. Vindos de vários pontos do país rumaram a Lisboa, e começaram as celebrações do Dia do Trabalhador com uma concentração em frente ao Ministério da Educação e Ciência (MEC), para dizer basta aos cortes cegos na Educação e reclamar uma verdadeira aposta no setor, como estratégia para o desenvolvimento económico de Portugal.
A concentração teve início logo pelas 13h30, com os Trabalhadores da Educação a afinar o coro de protestos na Av. 5 de Outubro. Bandeiras, cartazes, bastões, Zés – Pereira e bombos deram um colorido único aos protestos, que serviram para deixar uma mensagem especial relativamente à responsabilidade da tutela na preservação de uma escola pública de qualidade.
Os professores e os auxiliares de ação educativa vivem um momento de forte preocupação face ao futuro e por isso quiseram marcar a diferença nas comemorações deste ano do 1º de Maio. Antes mesmo de seguirem para o Marquês do Pombal, onde iriam engrossar o desfile da UGT do Dia do Trabalhador, realizaram um extenso cordão humano pela Educação. Uma iniciativa onde participaram centenas de pessoas que quiseram dizer que é fundamental investir no setor da Educação.
A FNE agradece a todos os que partilharam connosco o Dia do Trabalhador e se manifestaram na rua em defesa de uma Educação de qualidade e para todos.
Vídeos - Comunicação Social (CONSULTAR)
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