Hoje é dia: 29/06/2026

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Governo teima em seguir a senda da atrocidade tributária

Governo teima em seguir a senda da atrocidade tributária
O SPZC considera inauditas as afirmações proferidas pelo ministro das Finanças. Os trabalhadores continuam a ser bárbara e brutalmente espoliados

O Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) considera bárbara e brutal a proposta hoje anunciada pelo ministro das Finanças, relativamente aos trabalhadores portugueses.
O Governo não ouviu os Portugueses.
O Governo continua com a mesma insensibilidade, numa atrocidade tributária sem limites, sobre os rendimentos do trabalho, penalizando quer os trabalhadores da Administração Pública, pensionistas, reformados e demais trabalhadores portugueses.
Depois das manifestações dos portugueses face às medidas que se avizinhavam com as alterações à TSU, o Governo manteve uma posição com semelhantes efeitos, mudando apenas o nome e a forma de confisco dos salários dos trabalhadores.
Perante esta atitude do Governo, o SPZC expressa a sua mais absoluta perplexidade e reafirma que não é possível continuar a exigir aos mesmos que assumam a responsabilidade pelo pagamento de uma crise de que não são responsáveis. Para a sua resolução já contribuíram com estoicismo ao longo dos últimos anos, cientes da promessa política de que os sacrifícios seriam grandes, mas não seriam mais do que esses, porque eram considerados suficientes.
O SPZC não compreende o que hoje foi dito pelo ministro das Finanças e que é, em sua opinião, verdadeiramente inaudito, pois referindo o grande sucesso da política do Governo com as medidas implementadas, afirma que por esse facto os portugueses vão ser sujeitos a um enorme aumento de impostos.
É preciso ter respeito pelos portugueses. O que foi anunciado é BRUTAL.
O SPZC espera que todos sejamos capazes de assumir uma ação clara e forte de resposta a esta afronta e que o Presidente da República, que assumiu em diversas ocasiões que os limites das medidas que suportadas pelos portugueses não podiam ser ultrapassadas, revele coerência no respeito pelos princípios da igualdade e da dignidade da pessoa humana, constitucionalmente consagrados. Cavaco Silva deverá intervir de forma a por cobro a este desmando que está a minar a confiança que deve existir entre administração e administrados e a exaurir os parcos rendimentos de todos os trabalhadores portugueses.

Organização de Horários - Ensino Particular e Cooperativo

Tendo procedido a uma análise de horários apresentados pelos seus associados e uma consulta ao CCT celebrado com a AEEP, a FNE/SPZC considera ser premente esclarecer dúvidas sobre a forma como alguns estabelecimentos de ensino particular e cooperativo estão a organizar os horários face ao atual quadro legal.

Haja respeito e decoro de quem nos governa

Haja respeito e decoro de quem nos governa

 

A gordura do Estado não são os trabalhadores da Administração Pública. Apesar dos cortes impostos a Professores, Educadores e outros trabalhadores, a despesa do Estado continua a aumentar. Ao mesmo tempo, o Governo faz vista grossa aos verdadeiros sorvedouros do tesouro público: Fundações, PPP, Institutos e Empresas públicas

Desde 2005 que os trabalhadores da Administração Pública, Professores e Educadores incluídos, têm os seus salários congelados.

Em 2011 sofreram cortes nos seus salários que atingiram os 10 por cento.

Em 2012, para além de todas as medidas anteriores, sofreram a retirada do Subsídio de Férias e de Natal, a que acresceu o aumento do IVA, IRS, IMI entre outros.

Em 2013 o Governo apresta-se, depois do recuo na TSU, a encontrar medidas que na prática irão conduzir ao mesmo efeito financeiro, com efeitos ainda porventura mais nefastos para todos os trabalhadores. Aliás, de acordo com dados divulgados pela Direcção-Geral do Orçamento relativos à execução orçamental até Agosto de 2012, retira-se que as ditas “gorduras” aumentaram 7,2 por cento, o que corresponde a mais 1,2 mil milhões de euros do que ano anterior.

Enquanto isso, a redução dos salários e o confisco dos subsídios dos trabalhadores da Administração Pública contribuíram com 90 por cento para a redução da despesa.

Fica claro que, não são os trabalhadores, nomeadamente da administração pública, os responsáveis, nem pela crise nem pelo agravamento da despesa pública!

É tempo pois de dizer basta!

Não é possível que continuemos a ter no país Fundações, Institutos Públicos, Empresas Públicas e demais organismos do Estado, com todas as mordomias associadas, bem como Parcerias Público Privadas (PPP), que são as “verdadeiras gorduras” e sorvedouros do dinheiro dos contribuintes, e sejam os salários dos trabalhadores, nomeadamente da Administração Pública, que os continuem a alimentar.

Não é justo e é imoral!

Os trabalhadores portugueses e em particular os trabalhadores da Administração Pública, Professores e Educadores incluídos, não o podem aceitar. Os trabalhadores são os únicos que estão a contribuir para o esforço de redução da despesa do Estado.

E os outros? As ditas gorduras? Não são cortadas? Por quê?

Haja respeito! Haja decoro!