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SPZC lança apelo ao Presidente da República
Perante a atroz insensibilidade revelada por este Governo relativamente aos sacrifícios que já impôs aos trabalhadores e pensionistas portugueses e que agora se apresta para agravar, o Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) não pode deixar de apelar ao Senhor Presidente da República para, no uso dos poderes constitucionais que lhe estão conferidos, salvaguardar o respeito pelos princípios da igualdade e do respeito pela dignidade da pessoa humana, constitucionalmente consagrados e que estão a ser postergados e violados de forma aviltante.
Não é possível continuar a exigir aos mesmos que assumam a responsabilidade pelo pagamento de uma crise a que não deram causa, quando para a resolução da mesma já contribuíram com estoicismo ao longo dos últimos anos, cientes da promessa política de que esses seriam grandes, mas os suficientes sacrifícios que lhes seriam exigidos.
Afinal, com as medidas ora anunciadas, o Governo apresta-se para aumentar ainda mais a carga tributária sobre os trabalhadores e pensionistas, os únicos que até agora tinham sido chamados a contribuir para o esforço de resolução da crise em que o país está mergulhado. Em contrapartida, as empresas e os detentores de grande capacidade económica são beneficiados.
O Senhor Presidente da República, em declarações proferidas há bem pouco tempo, tem vindo a defender que “os acréscimos de sacrifícios devem ser aplicados àqueles que os não suportaram até ao momento”, defendendo também que “será muito difícil voltar a exigir sacrifícios aos que já foram chamados a contribuir significativamente para a redução dos nossos desequilíbrios económicos e financeiros.”
Deste modo e em face das medidas anunciadas, o SPZC, em nome de todos dos docentes que representa, não pode deixar de publicamente solicitar ao Senhor Presidente da República que aja em conformidade com o pensamento que tem vindo a manifestar, impedindo este ataque bárbaro e desumano a que a grande maioria dos seus concidadãos irá ser sujeita.
Coimbra, 12 de setembro de 2012
O Departamento de Informação e Comunicação do SPZCentro
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Basta de mais esbulho aplicado sempre aos mesmos
Basta de mais esbulho aplicado sempre aos mesmos
Os docentes e restantes trabalhadores da Administração Pública não podem aceitar a estocada final das novas medidas draconianas propostas por Passos Coelho. Tão-só porque são injustas e desiguais no seu alcance e em nada resolvem o problema do défice
As novas medidas de austeridade anunciadas pelo primeiro-ministro têm uma direção clara: diminuir os salários dos trabalhadores e aumentar os proventos dos detentores do capital e das empresas.
O Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) quer de forma pública manifestar a sua incomensurável revolta e indignação pela justificação anunciada pelo Governo para as medidas que se prepara para implementar para o próximo ano, bem como pelos destinatários que elegeu.
Os portugueses e os docentes em particular têm revelado um grande sentido patriótico ao assumirem, solidariamente, suportar os custos dos encargos que resultaram das decisões irresponsáveis da classe política que nos governou após o 25 de Abril. Contudo, os portugueses não podem – e o SPZCentro denuncia-o desde já –, pactuar com uma atuação por parte do Governo que faz incidir sempre sobre os trabalhadores os sacrifícios das más opções políticas.
É tempo de quem assume essas decisões ser responsabilizado, mas enquanto tal não é possível, é inaceitável que se sobrecarreguem constantemente os trabalhadores e se esbulhem dos seus salários com mais taxas, mais impostos, fundadas em construções artificiais com objetivos meramente orçamentais.
Os portugueses e os docentes não merecem este tipo de política e de decisores políticos que não estão preocupados com o país, mas apenas com o cumprimento cego de um conjunto de diretivas cujo objetivo final é espoliar ainda mais os mais pobres e desfavorecidos, à custa dos mais ricos e detentores do poder económico.
Por tudo isto, o SPZC entende que é tempo de dizer BASTA! O SPZC desde já se manifesta disponível para no seio das organizações em que se encontra filiado, nomeadamente na FNE e UGT, assumir todas as formas de luta que vierem a ser consideradas relevantes para o combate a esta política.
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Fórum FNE 2012 - A Educação e Formação em análise
Ana Maria Bettencourt, presidente do Conselho Nacional de Educação e Gonçalo Xufre, diretor da Agência Nacional para a qualificação e Ensino Profissional foram os convidados da manhã. Oportunidade para a presidente do CNE admitir que a crise que Portugal atravessa trouxe muita instabilidade ao setor da Educação. Motivo, para Ana Bettencourt, defender que só através da educação e formação é possível pensar o futuro.
Gonçalo Xufre, da ANQEP defendeu a dignificação do ensino profissional no segmento dos jovens e dos adultos. O diretor da Agência Nacional para a Qualificação do Ensino Profissional alertou para a necessidade de estruturar o ensino profissional numa lógica de educação para a vida. “O país não tem tempo para políticas de reconstrução. É preciso, em alternativa, redirecionar o ensino profissional “, defendeu o responsável da ANQEP.
À tarde, o fórum recebeu o presidente da CONFAP, Albino Almeida e secretário de Estado da Administração Local e da Reforma Administrativa, Paulo Júlio, para o debate sobre “ Os parceiros da Escola”. Albino Almeida afirmou que a Educação tem de ser encarada como uma alavanca para o futuro e lamentou a divisão entre educação e ensino “ é um erro lapidar a ideia de que a família educa e a escola ensina”, afirmou o presidente da Confap.
O secretário de Estado da Administração Local e da Reforma Administrativa encerrou este painel sobre os parceiros da escola. O debate centrou-se na questão da dupla tutela dos funcionários nas escolas, resultante do modelo de transferência de competências. Paulo Júlio reconheceu erros no atual modelo e sugeriu a criação de um novo modelo “que possa corrigir falhas do passado”.
O segundo dia de trabalhos do Fórum FNE terminou com um painel de convidados dedicado às “ Experiências Internacionais”, que contou com a presença de Carlos Cortiñas, secretário geral da FETE – UGT e de Laurent Escure, secretário geral da UNSA, este último através de uma mensagem de vídeo enviada aos participantes. Ambos deram conta dos efeitos da crise nas políticas educativas dos dois países.
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