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MEC reconhece que todos os docentes são necessários às escolas

MEC reconhece que todos os docentes são necessários às escolas

As declarações de Nuno Crato e a publicação dos princípios orientadores para a distribuição do serviço letivo vêm confirmar aquilo que o SPZC sempre defendeu e exigiu: as escolas vão poder a partir de agora gerir os seus recursos, sem equívocos, tendo em vista a estabilidade pedagógica e profissional do corpo docente e o sucesso e a prevenção do abandono escolar

O Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) sempre se bateu pelo reconhecimento do princípio de que não há no Sistema Educativo professores a mais, mas respostas educativas a menos. Ao longo dos anos e ainda esta semana, nas sucessivas negociações com o Ministério da Educação e Ciência (MEC), o SPZC norteou a sua posição reivindicativa de defesa de uma Escola Pública de qualidade.

E, de forma indubitável, pela necessidade do MEC reconhecer que a Escola precisa de todos os seus docentes.

Só dessa forma o Sistema Educativo pode assegurar efetivamente não só o cumprimento de todas as funções que a escola está obrigada a disponibilizar aos alunos, mas aumentar também os apoios que permitam não só a melhoria dos seus níveis de sucesso como a prevenção do abandono escolar.

Essa defesa que o SPZC corporizou tem hoje manifestação prática na decisão do MEC constante das “Orientações para a distribuição do serviço letivo”, bem como nas declarações proferidas pelo ministro da Educação. Em ambas fica claro e é aliás sublinhada a relevância e a necessidade de todos os docentes para a prossecução dos objetivos de uma Escola Pública de qualidade com a qual sempre estivemos e estamos empenhados.

As Escolas vão poder pois a partir de agora gerir os seus recursos, privilegiando a estabilidade pedagógica e profissional dos seus docentes, tendo em vista as medidas para o Sucesso e Prevenção do Abandono Escolar que as Orientações que acabam de ser publicadas visam. Estas orientações e as declarações de Nuno Crato permitem também, e num momento de grande instabilidade para muitos docentes, contribuir para diminuir a insegurança dos que ao fim de muitos anos de devoção à causa da Educação se viam agora num situação de angústia e desespero. Reconhecem também não só a necessidade da estabilidade do corpo docente nas escolas como a indispensabilidade de todos ao Sistema Educativo.

Com estas decisões, a escolha clara que o SPZC sempre fez por uma via negocial responsável, em detrimento de opções aventureiristas inconsequentes, revela-se também, mais uma vez, o caminho certo para os que acreditam que é possível, com os Sindicatos, melhorar a qualidade da Educação em Portugal.

Coimbra, 20 de julho de 2012

SPZC/Dep.to Informação, Imagem e Comunicação (DIIC)

SPZC continuará atento a outras eventuais manigâncias do Governo

SPZC continuará atento a outras eventuais manigâncias do Governo

A confirmação pelo Tribunal Constitucional da violação do princípio da igualdade na suspensão dos subsídios de férias e de natal vem repor alguma justiça no conjunto das malfeitorias que têm vindo a ser impostas aos funcionários públicos

O Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) congratula-se com a anunciada declaração de inconstitucionalidade por parte do Tribunal Constitucional, tendo por base a violação do princípio da igualdade da suspensão dos subsídios de férias e de natal dos funcionários públicos levada a cabo pelo Governo. Desde o início, o SPZC acreditava que essa seria a única decisão juridicamente consentânea com a gravidade que a medida encerrava.

Nesse sentido e para além da denúncia pública, o SPZC disponibilizou em devido tempo os meios necessários para que todos os sócios, junto das instâncias próprias, pudessem dar corpo à manifestação da sua indignação e descontentamento. Hoje os Docentes, tal como a generalidade dos funcionários públicos, têm a certeza da injustiça de que foram vítimas.

Contudo, os Docentes, tal como a generalidade dos funcionários públicos, apesar dessa certeza e dessa declaração de inconstitucionalidade, não podem deixar de continuar a clamar por justiça. É que essa medida não tem efeitos práticos e o princípio da igualdade está a ser mais uma vez violado. Contrariamente à suspensão que sofreram, e essa foi efetiva, apenas os docentes e demais funcionários públicos continuarão sem receber os salários a que tinham direito. Afinal, o invocado princípio da igualdade continua a permitir e a justificar um tratamento desigual.

O princípio da igualdade é de aplicação imediata, não se compreendendo por isso porque há, em 2012, portugueses mais iguais do que outros. Os docentes e demais funcionários públicos terão de contentar-se com o recebimento da consideração da razão que lhes assiste. A partir de 2013, aplicando-se a todos os trabalhadores, como já se perspetiva, os funcionários públicos continuarão a ser espoliados, voltando a não ter direito aos seus subsídios de férias e de Natal.

O SPZC tudo fará no quadro legal e democrático instituído para que tal não aconteça e para que sejam encontradas soluções justas e equitativas que deem resposta à situação económica, financeira e social que o país atravessa.

DGAE publicita calendário de concurso 2012/2012

Direcção-Geral da Administração Escolar (DGAE) - 5/Julho/2012 Concurso 2012/2013 - Calendário - Satisfação das Necessidades Transitórias - http://www.dgae.min-edu.pt/web/14654/156