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Reunião da FNE com o MEC definiu orientações para o próximo ano letivo
Foi longa a reunião (05/06/12) entre a FNE e o Ministério de Educação e Ciência e serviu para definir com a tutela os contornos do próximo ano letivo, nomeadamente no que diz respeito à avaliação de desempenho dos professores contratados.
O MEC garantiu a efetiva simplificação de procedimentos tornando o processo justo e sério.
O processo de agregação de escolas foi outro dos temas em discussão.
A FNE deixou claro que discorda das dimensões excessivas de alguns agrupamentos, tornando-os inadequados para garantir a qualidade do trabalho nas escolas.
Estaremos por isso atentos ao desenrolar de todo o processo e vigilantes relativamente ao que for feito de mau.
Vídeo c/declarações do Secretário-Geral da FNE
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SPZC põe em causa agregações de tamanho exagerado
SPZC põe em causa agregações de tamanho exagerado
Razões invocadas pelo Governo são de uma demagogia gritante. As três unidades de gestão de Coimbra são o exemplo da dimensão exagerada que porá em causa a qualidade do ensino e espoletará o desemprego entre os docentes
Há precisamente um mês, o Sindicato dos Professores da Zona centro (SPZC) denunciou o propósito da criação de agregações de escolas, afirmando em comunicado que sem qualquer objetivo pedagógico, a medida que o Governo de forma silenciosa e com elevado secretismo vem construindo, visa fundamentalmente reduzir o número de unidades de gestão tendo por base o número de agrupamentos existentes.
Agora, somos confrontados com a publicação da lista de agregações, contendo uma primeira e uma segunda fase.
Com a publicação da última lista de agregações somos confrontados com a criação de unidades organizacionais de tamanho exagerado por toda a zona centro de que são exemplo as três unidades de gestão em Coimbra:
- Agrupamento de escolas Alice Gouveia / Agrupamento de escolas de Ceira
- Agrupamento de escolas Silva Gaio / Escola Secundária Jaime Cortesão / Agrupamento de escolas S. Silvestre
- Agrupamento de escolas de Taveiro / Agrupamento de escolas Inês de Castro / Escola Secundária D. Duarte.
Só esta última unidade de gestão envolve 2020 alunos. Deixa-se a pergunta: nestas condições, onde ficará a eficácia, e a eficiência?
É de uma demagogia gritante, a justificação do Governo de que “as agregações agora efetuadas permitem reforçar o projeto educativo e a qualidade pedagógica das escolas, através da articulação dos diversos níveis de ensino, do pré-escolar ao secundário (…). Facilitam o trabalho dos professores (…)”
Todos sabemos que na base das agregações, muitas vezes feitas às cegas, com critérios duvidosos e nefastos efeitos na qualidade de ensino, está uma decisão política e meramente economicista que terá custos elevados na qualidade da educação e levará a um aumento do desemprego docente.
E não colhe a fundamentação do Ministério da Ciência e Educação ao afirmar que este processo se baseou num amplo consenso em que, em cada caso, a maioria dos intervenientes manifestou o seu acordo.
O SPZC não pode deixar de questionar esta argumentação, pois, em muitos casos, nem professores, nem autarquias estiveram de acordo com as agregações ora publicitadas.
O SPZC manifesta, desde já, a sua total discordância com todo este processo enviesado de agregações, de que irão resultar unidades de gestão de tamanho exagerado cujo contributo para a melhoria da qualidade de ensino não ficou justificada e, estamos crentes, não se irá justificar.
Coimbra, 05 de junho de 2012
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SPZC/FNE pede explicações ao Governo sobre agrupamentos e próximo do ano letivo
SPZC/FNE pede explicações ao Governo sobre agrupamentos e próximo do ano letivo
O SPZC/FNE pede hoje esclarecimentos ao Governo sobre a constituição de agrupamentos escolares com mais de 4.000 alunos, lembrando que contraria o máximo de 1.500 recomendado pelo Parlamento.
O Ministério da Educação anunciou na sexta-feira a conclusão do processo de agregações para o próximo ano letivo, que não corresponde às expetativas da FNE, disse à agência Lusa o secretário-geral da estrutura sindical, João Dias da Silva.
“Uma das questões que levantaremos é que critérios e que razões o Ministério da Educação tem para apresentar sobre o não cumprimento daquilo que é uma orientação da Assembleia da República”, afirmou, referindo-se à recomendação para que não fosse ultrapassado o limite de 1.500 alunos por agrupamento.
A FNE alega que, do ponto de vista pedagógico, mesmo sendo consensual, um agrupamento com mais de 4.000 alunos é excessivo, como acontece nos concelhos de Sintra e de Alcobaça.
De acordo com o ministério, as propostas das autarquias, em alguns casos, ultrapassaram o limite de alunos previamente definido, mas, “pela especificidade dos casos”, mereceram a concordância da tutela.
Durante uma reunião que manterá hoje no Ministério da Educação, a FNE pretende também esclarecer questões relacionadas com a avaliação dos professores no estrangeiro, as novas matrizes curriculares e a organização do próximo ano letivo, cujo despacho está ainda por publicar.
A federação, composta por nove sindicatos do setor, pediu a reunião com caráter de urgência por entender que está criado “um clima de instabilidade” decorrente da “ausência de legislação” para as escolas poderem determinar previamente o número de docentes que poderão ficar sem componente letiva.
O encerramento de Centros Novas Oportunidades está igualmente na agenda sindical.
AH.
Lusa/fim
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