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Governo recua na Lei dos Compromissos
Governo recua na Lei dos Compromissos para o Superior
Instituições livres da autorização de Gaspar e podem utilizar saldos para contrair despesas.
O decreto regulamentar da Lei dos Compromissos, que está em Belém à espera de promulgação, permite às instituições de Ensino Superior a utilização das receitas próprias que resultam do ano anterior (os saldos transitados) para contrair as despesas plurianuais (ou seja, que incluam anos económicos diferentes) das universidades e dos institutos politécnicos sem ser necessária qualquer autorização do Ministério das Finanças e da tutela.
A garantia foi ontem dada pelo ministro da Educação no Parlamento, sublinhando que “não há dúvida nenhuma que a solução encontrada pelo Governo responde às preocupações” dos reitores e dos presidentes dos politécnicos.
Assim, Nuno Crato esclarece que com este decreto as instituições vão “poder utilizar com agilidade, dentro de um quadro geral de contenção orçamental, os recursos necessários à realização dos seus objectivos” e que “permite a utilização de saldos, contratações e despesas plurianuais sem autorizações”.
Com este decreto-regulamentar e depois de várias reuniões e apelos lançados pelos reitores, o Governo recua face ao que estava inicial- mente previsto na Lei dos Compromissos que ameaçava o normal funcionamento das universidades e dos institutos politécnicos.
Isto porque, segundo os reitores, caso a Lei fosse aplicada tal como estava as instituições só estavam autorizadas a utilizar as receitas que iam sendo geradas ao longo do ano, e estavam impedidas de utilizar os saldos transitados para fazer face a qualquer pagamento de gestão corrente das instituições, entre os quais pagamentos aos fornecedores de cantinas, pagamentos de luz, ou até mesmo a contratação de docentes. Situação que somada ao pedido de autorização ao ministros das Finanças e da tutela, imposta pela Lei dos Compromissos para todos os contratos ou pagamentos plurianuais, vinha colocar as instituições numa “situação de limite” e de “progressiva paralisação”, alertou o presidente do Conselho de Reitores, António Rendas.
Os reitores contactados pelo Diário Económico dizem estar satisfeitos com estas alterações previstas no decreto regulamentar e asseguram que “o que o ministro anunciou é muito favorável para as instituições”, como sublinha o reitor da Universidade Técnica, António Cruz Serra. Opinião partilhada pelo vice-reitor da Universidade de Lisboa, Vasconcelos Tavares, que reforça que “houve compreensão com as nossas preocupações da parte do Governo” e que “seria injusto se a lei fosse aplicada como estava porque as universidades não têm contraído dívidas nem contribuido para o défice”. ■ A.P.
(in Diário Económico - 11Maio2012)

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Agregações visam apenas poupar uns “tostões”
Agregações visam apenas poupar uns “tostões”
O SPZC considera o processo um ataque à qualidade da educação e à escola pública. É uma medida que penaliza os mais desfavorecidos e, por força da elevada dimensão das unidades escolares que o MEC se propõe criar, terá consequências nefastas e imprevisíveis a nível pedagógico e de gestão
O Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) manifesta a sua profunda preocupação com as notícias de que diariamente a comunicação social vem dando nota relativamente ao processo de agregação de escolas e de agrupamentos de escolas.
É no mínimo absurdo que se continue a desenvolver um processo que não contém nenhuma medida que beneficie a qualidade da educação, mas pelo contrário remete a educação pública para um ghetto, de onde não poderão fugir todos os que não têm possibilidades de pagar os custos de um ensino privado e que são a maioria dos portugueses. Sem qualquer objectivo pedagógico, a medida que o Governo de forma silenciosa e com elevado secretismo vem construindo, visa fundamentalmente reduzir o número de unidades de gestão tendo por base o número de agrupamentos existentes.
Com esta medida, o que o Governo conseguirá é uma poupança de “tostões” à custa dos acréscimos remuneratórios dos docentes que exercem cargos de direção, enquanto em muitos outros sectores do Estado, nomeadamente nas empresas públicas, os montantes recebidos pelos gestores se mantêm em níveis incomparavelmente acima da média dos gestores das grandes empresas internacionais.
O SPZC não pode por isso deixar de verberar tal decisão política e simultaneamente relevar os efeitos nefastos que tal medida puramente economicista irá desencadear na qualidade da Educação em Portugal, porquanto, para além de ignorar os projetos educativos próprios de cada escola, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) com esta medida afasta os órgãos de gestão da sua efetiva ação diretiva e pedagógica, por força da distância a que situam os agrupamentos que se pretendem agrupar. Mais ainda, com esta ação o MEC apresta-se para conseguir que mais docentes sejam colocados no desemprego, desperdiçando profissionais qualificados numa área vital para o país que não tem outros recursos que a formação e qualificação dos seus cidadãos.
O SPZC aguarda com elevada expectativa a publicidade das intenções do MEC relativamente à diminuição das unidades de gestão ora existentes para tomada de posição pública, não deixando contudo de sublinhar a inqualificável machadada que se está a dar na educação pública. Estranha ainda, como a comunicação social noticiou, que se tenha o despudor de se equacionar a possibilidade de agrupamentos com cerca de 9 mil alunos.
Coimbra, 10 de maio de 2012
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Mobilidade interna por condições específicas
DGAE - Nota Informativa Mobilidade Interna - Condições Específicas
Prazos:
- Disponibilização do Relatório Médico - 8 a 23 de Maio de 2012
- Candidatura e upload do Relatório Médico - 17 a 23 de Maio de 2012
- Validação da Candidatura - 24 a 28 de Maio de 2012
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