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Secretariado Nacional da FNE reforça apelo para a manifestação de 12 de novembro e greve geral a 24.

O Secretariado Nacional da FNE apelou à mobilização geral dos trabalhadores da educação para a manifestação da administração pública de 12 de Novembro e deliberou por unanimidade e aclamação a adesão à Greve Geral de 24 de Novembro. A revisão do regime de concursos e exigência de concurso de colocação de docentes em 2012 foi outro dos temas que marcou a discussão do Secretariado Nacional da FNE que se realizou hoje, em Lisboa. O tema provocou um amplo debate, com o SN a manifestar a necessidade de o Ministério da Educação e Ciência antecipar, já para próximo ano, um concurso anual de professores que permita atenuar as injustiças e que garanta a afetação de docentes que têm sido sucessivamente contratados e que se têm mantido numa inaceitável situação de precariedade. O Secretariado Nacional defendeu ainda a necessidade de criar um sistema especial para candidaturas dos docentes às ofertas de escola. Em causa está a necessidade de rever os critérios subjetivos que sustentam o atual regime. A FNE sublinha que é preciso, de uma vez por todas, criar um modelo de oferta de escola assente na defesa de princípios básicos, como a equidade, a transparência e o respeito pela graduação profissional dos candidatos. Durante o debate ficou ainda clara a urgência de revisão do atual diploma de concursos, conferindo-lhe maior transparência aquando das bolsas de recrutamento. Secretariado Nacional da FNE aprova Plano de Ação para 2012 O Secretariado Nacional da FNE, que se realizou hoje (9 de nov), em Lisboa, aprovou por unanimidade o Plano de Ação para 2012. O documento, integra um conjunto de orientações a ter em conta em 2012. Face ao contexto atual de uma redução da despesa na educação em cerca de 800 milhões de euros no próximo ano, o Secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, alertou para a necessidade de exigir ao Governo que as decisões que vierem a ser tomadas não ponham em causa a qualidade da oferta educativa em Portugal. Lisboa, 9 novembro 2011 Departamento de Informação e Imagem - FNE

Hora de Luta Para Vencer a Crise

 

Hora de Luta Para Vencer a Crise

Os sucessivos governos encontraram na Administração Pública e nos seus trabalhadores um laboratório para todo o tipo de experiências, procurando impor um Estado mínimo que a todos penaliza.

Além do mais, os trabalhadores da Administração Pública têm vindo a perder poder de compra há mais de uma década, não progridem e veêm as regras do jogo serem sucessivamente alteradas ao sabor das políticas.

Os trabalhadores foram confrontados com sucessivos cortes nos salários e nas pensões, com o congelamento das progressões e promoções, com a alteração nas regras de avaliação.

O maior empregador nacional, o Estado, que deveria ser o exemplo, prepara-se agora para apertar ainda mais o cinto aos seus trabalhadores e pensionistas e, numa medida inédita, decreta que quem aufere acima de 485 Euros não recebe a totalidade dos subsídios de Natal e de férias.

Os trabalhadores da Administração Pública são os primeiros a pagar a factura. O governo discrimina-os em detrimento dos restantes e espera encontrar na opinião pública o acordo para estas medidas, colocando Trabalhadores contra Trabalhadores.

O empobrecimento geral, a que mais de 650 mil trabalhadores foram votados, trará consequências, tais como: menos dinheiro no bolso, diminuição do consumo, tendência para a estagnação económica e o aumento do desemprego.

O governo também fechou o mercado de trabalho aos jovens, que vivem num cenário marcado, maioritariamente, pela precariedade e pela incerteza das relações laborais.

Esta luta não é apenas dos trabalhadores da Administração Pública, é uma luta de todos, uma luta dos pensionistas, das famílias, dos jovens trabalhadores e desempregados, em suma dos cidadãos que usufruem dos serviços públicos no momento em que nascem, quando aprendem, quando contribuem, quando recebem, quando adoecem ou até mesmo quando morrem.

Esta é uma luta de todos.

Esperamos que todos participem no protesto de 12 de Novembro e na Greve Geral do dia 24, contra as medidas de austeridade, por serviços públicos de qualidade e na defesa dos postos de trabalho.