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Resoluções do Secretariado Nacional da UGT - 29 de Setembro 2011

A ausência de medidas adequadas da União Europeia para defesa do Euro e para o combate às práticas especulativas torna ainda mais urgente a necessidade do País tomar medidas adequadas e urgentes, nomeadamente no combate ao défice do Orçamento de Estado e aos desequilíbrios das contas externas. Mas a UGT rejeita a desregulação laboral, a injustiça fiscal e a insensibilidade social. Consideramos importante negociar e acordar um Compromisso Tripartido para o Crescimento, a Competitividade e o Emprego, capaz de mobilizar trabalhadores, empregadores e Governo no seguimento de políticas que melhorem as condições de vida e de trabalho dos portugueses. Mas, para a sua negociação é fundamental que exista uma proposta global em discussão, tendo em conta a proposta que a UGT apresentou em 19 de Setembro (sendo o único parceiro social que cumpriu o acordo). A UGT está e esteve sempre disponível para celebrar Acordos em CPCS e a nível sectorial, como recentemente aconteceu sobre os Professores, que se saúda. Mas a UGT exige diálogo e negociação a todos os níveis, o respeito pela lei e pelo direito à negociação e encetará as formas de luta necessárias para obter os melhores acordos ou obstar a políticas lesivas dos trabalhadores. É, neste quadro, que o Secretariado Nacional decide: 1. Exigir que as políticas económicas e sociais tenham sempre presente as consequências sobre o Crescimento e o Emprego. 2. Rejeitar discussões em CPCS centradas nas mudanças de legislação de trabalho, repudiando tentativas ou imposições de desregulação laboral e de liberalização dos despedimentos. 3. Exigir ao Governo a apresentação de uma proposta global para o Crescimento, a Competitividade e o Emprego e a sua discussão em CPCS. 4. Exigir aos Ministérios das Finanças e da Solidariedade e Segurança Social a abertura dum processo negocial relativo ao futuro dos Fundos de Pensões da Banca e sobre as consequências laborais da privatização do BPN. 5. Desafiar as Confederações Patronais a assumir compromissos claros na dinamização da negociação colectiva e uma adaptabilidade negociadas das condições de trabalho. 6. Apoiar as formas de luta que vem sendo desencadeadas pelos Sindicatos na defesa da negociação colectiva, das condições de trabalho e de emprego, nomeadamente, a acção de hoje declarada pelo SBN, com o apoio do SBSI e do SBC relativas às consequências laborais da aquisição do FINIBANCO pelo MONTEPIO. 7. Marcar um Plenário de centenas de dirigentes e delegados sindicais para o dia 27 e 28 de Outubro para discutir a situação económica e social e as acções a desenvolver. Lisboa, 29 de Setembro de 2011 A UGT analisa com especial preocupação a situação no País: aumento do desemprego, encerramento das empresas, maior pobreza e exclusão, num quadro de recessão económica em 2011 e 2012.

“Acção Administrativa Comum por indeferimento do subsídio por caducidade do contrato de trabalho”

O SPZCentro vai interpor uma Acção Administrativa Comum na defesa de todos os associados que viram indeferido o seu pedido de subsídio de compensação por caducidade do contrato de trabalho.

O primeiro passo a ser dado pelo professor é requerer o subsídio de compensação por caducidade do contrato de trabalho, tendo por base a minuta que se encontra em anexo.

Em caso de indeferimento, o associado deverá entregar a declaração de associado e a de autorização de representação pelo SPZCentro para que, até ao fim do mês de Outubro, seja interposta uma Acção Administrativa Comum contra o ME

Para mais informações e apoio devem contatar as Delegações do SPZCentro.

Saudações Cordias

 

Tribunal de Castelo Branco condena agressora de docente

O Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) congratula-se com a sentença proferida nesta quarta feira, 28 de setembro, pelo Tribunal Judicial de Castelo Branco, que condenou a agressora da sua associada, Professora Lídia Ramos, pelos factos ocorridos a 28 de outubro de 2010, na Escola do 1.º ciclo do Ensino Básico de Santiago, em Castelo Branco.

O SPZC, que desde o início acompanhou pessoal e juridicamente a associada, não pode deixar de relevar o alcance desta decisão e sublinhar que a mesma se traduz no reconhecimento do respeito que a todos os cidadãos é devido, quando estão em causa bens juridicamente protegidos.

Traduz-se também esta sentença na assunção de que ninguém está acima da lei e que o exercício profissional docente deve ser objecto de respeito por todos os intervenientes no processo educativo.

O SPZC espera que não mais seja necessário o recurso aos órgãos judiciais por parte dos docentes para sancionar comportamentos violadores dos seus direitos de personalidade e que seja entendido por todos, que ser professor é exercer uma função de elevado valor social e de relevante interesse na formação pessoal e intelectual dos nossos jovens, pelo que todos estão obrigados a agir no respeito pelos seus direitos e de acordo com a esfera de competências que a cada um é conferida.

Recorde-se que a Professora Lídia Ramos foi alvo de agressões no interior do estabelecimento de Ensino da cidade albicastrense, tendo os atos violentos sido iniciados na própria sala de aula.

Desde então, a Professora Lídia Ramos tem estado de baixa médica, encontrando-se ainda em fase de recuperação pelos danos causados.

Coimbra, 28 de Setembro de 2011

O Departamento de Informação, Imagem e Comunicação do SPZCentro

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