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Congresso FNE 2014

XI Congresso Nacional da FNE
João Dias da Silva reeleito por maioria absoluta

> Discurso do secretário-geral da FNE no encerramento do XI Congresso Nacional pdf icon

O XI Congresso Nacional da FNE reconduziu João Dias da Silva como secretário-geral para os próximos 4 anos.

Uma reeleição por maioria absoluta.

Cerca de 500 delegados, reunidos em Matosinhos, aprovaram duas resoluções. A primeira pelo fim da austeridade,

por políticas de crescimento e emprego, com maioria; a segunda, pelo reforço da Europa social através da

participação nas eleições de 25 de maio, aprovada por unanimidade. Também o Plano de Ação Sindical para os

próximos 4 anos, documento que provocou uma intensa participação e discussão dos delegados ao congresso,

foi aprovado por unanimidade.

Já reeleito para o próximo quadriénio, João Dias da Silva falou aos congressistas naquele que foi o discurso de

encerramento do XI Congresso Nacional, onde começou por agradecer a confiança dos delegados para que possa

prosseguir o trabalho como secretário-geral da FNE, enfatizando o facto de todos saírem desta assembleia magna

mais animados em virtude da força que o congresso produziu.

A pensar nos combates futuros o secretário-geral da FNE garantiu que a organização vai continuar a constituir uma

âncora de esperança dos trabalhadores da Educação.

O discurso de encerramento serviu ainda para uma saudação especial ao secretário-geral da UGT, Carlos Silva e à

presidente da UGT, Lucinda Dâmaso pelo apoio e correta interpretação do que são as orientações que melhor

contribuem para a representação dos trabalhadores portugueses.

FNE defende a harmonização entre escolas e poder local

As relações entre as escolas e o poder local não foram esquecidas pelo líder da FNE, com João Dias da Silva a

defender uma alteração do regime de transferência de competências para as autarquias na área da educação,

mostrando-se disponível para contribuir para a solução que venha a ser encontrada e que integre a exigência de clarificação

da distribuição de competências que devem pertencer ao Município e de competências que devem pertencer às Escolas,

com respeito por aquilo que é a autonomia profissional dos docentes, pela racionalização de gestão de recursos humanos,

pela agilização de procedimentos para garantir uma escola de qualidade com equidade.

Quanto ao papel dos sindicatos e para os próximos 4 anos, o secretário-geral da FNE defende uma articulação

entre a contestação e a participação.” O sindicalismo em que temos de continuar a apostar é o que, tendo consciência

das dificuldades de sucesso para a intervenção sindical, se posiciona flexivelmente na contestação e na participação,

é o que se afirma pela sua independência e pelo protagonismo claro que assume na defesa dos Trabalhadores que representa”, afirmou.

Num claro recado para o exterior, o secretário-geral da FNE manifestou uma posição firma contra mais medidas de austeridade.

“Defendemos claramente o modelo social europeu e por isso rejeitamos políticas de austeridade que minam a

humanização das relações laborais, a justiça social e a coesão da sociedade e que desresponsabilizam o Estado em

relação à promoção de uma Sociedade mais culta e mais justa”, defendeu.

Carlos Silva da UGT reconhece e valoriza o papel dos trabalhadores da Educação

“Eu sou mais um que se junta a vós”, a frase foi atirada no início do discurso por Carlos Silva na sessão

de encerramento do XI Congresso Nacional da FNE. O líder da UGT valorizou o papel dos professores e

dos sindicatos dos trabalhadores da educação no seio da central sindical e saudou a nova equipa hoje eleita.

“ Eu sou um adepto incondicional da luta dos professores”, sustentou Carlos Silva para, mais à frente, garantir

que a UGT não vai permitir que os trabalhadores voltem a ser penalizados por este, ou por outros governos,

que se pautem por políticas de empobrecimento. “Se for preciso a UGT sairá para a rua”, garantiu o secretário-geral da UGT.

O XI Congresso Nacional da FNE terminou com uma sala a aplaudir a nova equipa que vai liderar os destinos da FNE nos próximos 4 anos. 

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