Cordão Humano contra as imposições do ME

SPZCentro na luta contra a divisão da carreira e contra o modelo de avaliação
Após a reunião de dia 3 do SPZCentro/FNE com o ME, mantiveram-se divergências intransponíveis nos princípios orientadores que sustentam e fundamentam as propostas em negociação.
O SPZCentro reafirma a sua recusa em aceitar uma carreira hierarquizada em duas categorias e a existência de quotas para a atribuição das menções de avaliação mais elevadas.
Apesar das propostas avançadas pelo SPZCentro/FNE, o Ministério da Educação manteve inalterados os pressupostos em que baseou o ECD de 2007.
Também contestamos frontalmente o novo diploma de concursos, nomeadamente no que diz respeito à determinação do impacto da avaliação de desempenho sobre a graduação profissional, e na desconsideração dos docentes de habilitação própria e dos que estão a realizar profissionalização em serviço, para além de registar a não aceitação de que os docentes da educação especial possam vir a ser colocados em municípios limítrofes àqueles a que pertencem os respectivos agrupamentos.
Propomos a suspensão do actual modelo de avaliação, aplicando-se este ano a fórmula adoptada no final do ano lectivo anterior.
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Comunicado da Plataforma Sindical de Professores de 6 de Março
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PLATAFORMA SINDICAL DOS PROFESSORES PROMOVE CORDÃO HUMANO PARA APONTAR RESPONSÁVEIS E RESPONSABILIDADES POR CRISE E CONFLITOS NA EDUCAÇÃO
O Cordão Humano, constituído por professores e educadores, que se realizará no próximo sábado, dia 7 de Março, em Lisboa, é promovido pela Plataforma Sindical dos Professores e, ligando Ministério da Educação, Assembleia da República e Governo (residência oficial do Primeiro-Ministro) pretende dar relevo aos que são os principais responsáveis pela profunda crise e pelo grave conflito que se arrasta na Educação.
A teimosa insistência num burocratizado e pouco qualificado modelo de avaliação que não contribui para a melhoria do desempenho dos docentes e uma previsivelmente frustrada revisão do ECD, em que ao Governo faltou coragem e, sobretudo, vontade política para eliminar a divisão da carreira docente em categorias, para além de manter as quotas na avaliação e a prova de ingresso na profissão e de não ter conseguido, sequer, apresentar uma proposta concreta para substituir o actual modelo de avaliação, são as razões mais imediatas para a realização desta Cordão Humano que a Plataforma Sindical dos Professores agora promove. Um Cordão Humano de protesto, mas, igualmente, em que se reitera a exigência de suspensão, este ano, do modelo de avaliação e uma revisão positiva do ECD.
Os professores e educadores que integrarão o Cordão Humano concentrar-se-ão, às 15 horas, em três locais distintos (Ministério da Educação, Praça do Marquês de Pombal; Lago do Rato). Pelas 16 horas o Cordão, já constituído, deslocar-se-á para a Assembleia da República tendo aí lugar, no Largo fronteiriço, pelas 17 horas, um plenário em que intervirão as organizações promotoras.
Foram, entretanto, solicitadas audiências ao Primeiro-Ministro, Ministra da Educação e Grupos Parlamentares para que seja entregue um documento elaborado pela Plataforma e expostas as suas principais preocupações, designadamente em relação ao período que resta do ano lectivo em curso.
A Plataforma Sindical dos Professores
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