FNE/SPZC denuncia medidas anti pedagógicas
FNE denuncia medidas anti pedagógicas

A Federação Nacional da Educação repudia as orientações enviadas às escolas, na tarde da passada sexta-feira, pelo Ministério da educação e Ciência (MEC) que alteram a rede escolar do próximo ano letivo. Consideramos que a importância de tais medidas deviam ter sido dadas a conhecer em tempo útil e não já depois de realizadas as matrículas.
Em causa estão as orientações previstas no despacho que o MEC enviou às escolas e que se traduzem:
- no desrespeito pelo trabalho já efetuado pelos diretores e professores das escolas;
- no corte de turmas do ensino regular e de turmas de cursos profissionais e Cursos de Educação e Formação (CEF);
- na redução da qualidade e oferta do ensino prestado aos alunos;
- na diminuição do número de professores necessários ao sistema.
A FNE considera que estas medidas de caráter anti pedagógico visam essencialmente a diminuição da oferta educativa com vista à redução do número de professores. Lembramos que as escolas estão obrigadas, até ao final do dia de hoje, de indicar o número de professores sem componente letiva, prazo manifestamente insuficiente dadas as orientações do MEC.
A FNE tudo fará para que tais medidas sejam reavaliadas pelo MEC de forma a que prevaleça uma rede escolar que tenha em conta os interesses dos alunos e a qualidade do ensino.
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