Governo empurrou a UGT para a Greve Geral
Não foi de ânimo leve que a Central decidiu partir para a greve, porém, esta foi a únicaforma encontrada para dar um grito de revolta e realizar um forte apelo àinsubmissão dos portugueses. A UGT sente que foi empurrada pelo Governo para estaparalisação. O Executivo, através das suas políticas, tem aumentado o desemprego,agravado a austeridade, e bloqueado a concertação social e negociação coletiva, jápara não falar do congelamento do salário mínimo e a constante tentativa dedestruição do Estado Social.A UGT reitera, ainda assim, que se insurge contra as políticas e não contra o Governo,pelo que, não vai exigir a demissão do mesmo. Essa será, como deve ser num Estadodemocrático, uma decisão dos portugueses.Avançamos para a Greve Geral porque sentimos a obrigação de defender, de formaintransigente, os direitos dos trabalhadores filiados na Central, mas também detodos os reformados e pensionistas portugueses. Daí que esta jornada de luta nãoseja apenas nossa, mas sim de todos os portugueses que se sentem atacados com aspolíticas deste Governo. Temos, todos, de mostrar ao Executivo que é urgente mudaras políticas.Apelamos, assim, a uma mobilização geral de todos os trabalhadores sindicalizados enão sindicalizados, reformados e pensionistas, desempregados e jovens à procura deemprego, acreditando que todos os portugueses se vão juntar a nós nesta greve. Estajornada de luta é de todos e para todos!Lisboa, 3 de Junho de 2013UGT DECRETA GREVE GERAL PARA DIA 27 DE JUNHO DE 2013. A UGT decidiu avançar para uma Greve Geral no próximo dia 27 de Junho (quintafeira), uma posição tomada pelo Secretariado Nacional, com 75 votos a favor, 4 abstenções e 1 voto contra, e pelo Conselho Geral, com 63 votos a favor e 5 abstenções.
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