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Governo tem de ser consequente face à resposta dos trabalhadores

Nota de
imprensa

Greve Geral – 27 Junho 2013

Federação de Sindicatos da Administração Pública e
de Entidades com Fins Públicos
Governo tem de ser consequente face à
resposta dos trabalhadores

Naquela que foi a maior Greve Geral de sempre verificada em Portugal, os trabalhadores deram ontem uma
resposta massiva e clara de oposição à política de ultra‐austeridade que o Governo tem vindo a impor no país, e que
apenas tem conduzido a mais desemprego, a mais pobreza, à diminuição generalizada de direitos de todos os
cidadãos e à completa degradação do Estado Social e da economia.

A FESAP quer saudar os trabalhadores portugueses em geral e, muito em particular, os trabalhadores da
Administração Pública que, com muito sacrifício e prescindindo de um dia de salário, juntaram as suas vozes para
demonstrar ao Governo que estão unidos e dispostos a lutar intransigentemente pela defesa do Estado Social, do
seus postos de trabalho e do direito ao emprego como meios essenciais para caminharmos no sentido de uma
sociedade próspera e solidária.

É cada vez mais evidente que o rumo das políticas seguidas pelo Governo está errado e que é preciso, sem mais
demora, apostar em políticas promotoras do emprego e do crescimento, claramente incompatíveis com a
austeridade desenfreada.

O Governo não pode continuar a agir como se os direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo de muitas
décadas pudessem ser atropelados em nome de uma qualquer ideologia experimentalista e autista. Nem o Governo
pode fazê‐lo, nem tão pouco os trabalhadores aceitarão que tal aconteça.

Através da Greve Geral de ontem, cujas taxas de adesão foram muito significativas em todos os sectores de
actividade (apesar da maior expressão verificada no sector público), os trabalhadores portugueses deixaram uma
mensagem clara de que uma governação feita contra os trabalhadores e os direitos de cidadania está, à partida,
condenada ao fracasso.

A FESAP quer ainda saudar de forma especial todos os seus dirigentes, delegados e activistas sindicais que deram
tudo quanto têm para informar e sensibilizar os trabalhadores e a população para a necessidade de dizer basta à
política de empobrecimento levada a cabo pelo Governo. Foi um trabalho árduo mas que certamente dará os seus
frutos.

Por isso, não aceitaremos mais imposição, nomeadamente no que diz respeito ao aumento do horário de trabalho,
sem contrapartida salarial, nem quanto à requalificação profissional/mobilidade (antêcamara dos despedimentos).

Perante o sucesso desta Greve Geral, a FESAP exige maior abertura e seriedade, tendo em vista uma negociação
colectiva que respeite as especificidades de todas as carreiras e de todos os sectores da Administração Pública.

Não à austeridade! Não à retirada de direitos! Não ao empobrecimento!
Sim ao Estado Social! Sim ao direito ao trabalho!

Lisboa, 28 de Junho de 2013

Naquela que foi a maior Greve Geral de sempre verificada em Portugal, os trabalhadores deram ontem uma resposta massiva e clara de oposição à política de ultra‐austeridade que o Governo tem vindo a impor no país, e que apenas tem conduzido a mais desemprego, a mais pobreza, à diminuição generalizada de direitos de todos os cidadãos e à completa degradação do Estado Social e da economia.