Hoje é dia: 24/06/2026

Lapsos do Governo são imperdoáveis

Lapsos do Governo são imperdoáveis

Os trabalhadores portugueses continuam a ser desrespeitados e penalizados por erros gravíssimos na governação.

O mais grave são os claros sinais de desnorte que o Governo tem dado e que minam a confiança entre governantes e governados.

O Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) considera inaceitável as sucessivas alterações de posição que o Governo revela relativamente a questões claramente assumidas e amplamente publicitadas e justificadas publicamente, como foram os anúncios dos cortes temporários dos subsídios de natal e de férias e da suspensão das aposentações antecipadas.

A suspensão das aposentações antecipadas, bem como a alteração às datas anunciadas para a reposição dos subsídios de natal e de férias revela, nas justificações apresentadas pelos responsáveis governativos, um verdadeiro desprezo pelas pessoas e uma completa subserviência à economia e às finanças por parte deste Governo.

A relação de confiança que deve existir entre governantes e governados fica, pois, a partir desta decisão e após as justificações apresentadas pelo Governo, completa e irremediavelmente afectada, tantos os lapsos que os membros desta equipa governativa revelam.

O acolhimento das decisões políticas e a aceitação dos princípios que as norteiam não se compaginam com opções encobertas e dissimuladas que este Governo está a prosseguir.

Falar verdade como tanto se apregoou implica, antes de mais, respeitar as pessoas e as suas legítimas expectativas.

Isso não sucedeu com estas decisões políticas por parte deste Governo e poderá não estar a suceder agora relativamente a outras questões que por enquanto ignoramos.

O SPZC considera que esta forma de governar mina a relação de confiança que deveria existir na sociedade numa altura em que o país mais necessita de uma acção concertada e una, para além das medidas agora conhecidas se dirigirem de forma inexorável contra os do costume, os mais fracos, os trabalhadores.

O SPZC não pode deixar de verberar esta conduta inaceitável de um Governo que também só por lapso acreditará que somos todos estultos.