SPZCentro/FNE rejeita proposta de quotas para classificações mais altas dos professores
O carácter puramente administratico e economicista da proposta não permite uma avaliação correcta dos docentes.
A proposta conjunta do Ministério da Educação e das Finanças destina-se a regulamentar a avaliação docente de modo que as escolas vão poder atribuir um máximo de 10 por cento de classificações de "Excelente" e 25 por cento de "Muito Bom", mas só se tiverem nota máxima nos cinco domínios que compõem a avaliação externa.
Segundo este modelo, na pior das hipóteses, com uma classificação de "Muito Bom" e quatro de "Bom" ou duas classificações de "Muito Bom", duas de "Bom" e uma de "Suficiente", as escolas poderão dar seis por cento de "Excelente" e 21 por cento de "Muito Bom" aos docentes avaliados.
As escolas cujos resultados na avaliação externa sejam diferentes dos previstos no despacho, bem como as que não foram objecto de avaliação, poderão aplicar um máximo de 5 por cento de "Excelente" e 20 por cento de "Muito Bom", as percentagens mais baixas que estão previstas.
Esta proposta merece o total desacordo do SPZCentro/FNE porque a aplicação destas quotas afecta o exercício da profissão dos docentes e resulta num ambiente negativo nas escolas, pelo mal-estar geral que provoca.
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