Processo destrambelhado da avaliação não pode pesar na graduação
Processo destrambelhado da avaliação não pode pesar na graduação
A avaliação dos docentes feita até agora de forma canhestra não pode influenciar a graduação profissional de educadores e professores com efeitos nos concursos. A acontecer, determinará profundas e irreparáveis injustiças, revelará uma atitude insensata do ME e fará crescer o mal-estar nas escolas.
O Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZCentro) considera que, a ser verdade a inclusão da avaliação dos docentes nos concursos de 2010, se está a cometer uma injustiça irreparável para a vida profissional dos docentes.
Na verdade, caso se venha a verificar tal decisão por parte do Ministério da Educação (ME) e independentemente da legalidade da mesma, indiscutível porque constante de diploma legal, o que está em causa são os danos insanáveis decorrentes da influência da avaliação na graduação profissional dos docentes e a sua subsequente influência nas suas colocações no próximo concurso.
Aliás, é este ME o mesmo que reconheceu no acordo de 7 de Janeiro de 2010 que a avaliação se encontrava num conjunto de opções legislativas assumidas pelo anterior executivo que era necessário alterar, pela injustiça, arbitrariedade e desigualdade que a mesma continha quer quando individualmente considerada em cada escola, quer quando comparada entre escolas.
Tendo sido a avaliação em todas as suas vertentes alvo da contestação dos docentes durante os últimos anos da anterior equipa da educação, é no mínimo insensato que o ME venha agora a tomar esta decisão de implementação da mesma.
Esta é uma atitude contraditória que ignora o acordado com os docentes, reabilita o passado e desafia os docentes, impondo um concurso eivado de desigualdades e injustiças que a anterior avaliação criou e que o ME reconheceu.
O SPZCentro mostra-se desde já preocupado com esta atitude do ME que, mais uma vez à revelia do acordado com os docentes e ignorando os principais actores do processo educativo, revela uma teimosia e um desrespeito que não augura nada de bom para o clima educativo nas escolas e para um empenhamento pedagógico que é essencial ao sucesso educativo.
O SPZCentro não deixará de desenvolver todas as acções que entender necessárias à defesa dos docentes e que visem repor a justiça nos concursos, expurgando-os das arbitrariedades que o mesmo encerra e que o ME, obstinadamente, pretende impor.
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